ARGENTINA E CHILE DE CARRO EM 16 DIAS

Este é o relato de nossa primeira viagem de carro pela Argentina e Chile, partindo da cidade de Antonio Carlos, na região da grande Florianópolis-SC.

Algum lugar entre Mendoza e Aconcagua

Como podem ver na foto acima, somos uma família de seis pessoas, temos quatro filhos, então carro cheio e bagageiro lotado!

É claro que isso não impediu nada, somente exigiu um pouco mais de planejamento. Alias o carro tem capacidade para sete pessoas, e de ultima hora, arrumamos mais um passageiro para ocupar o lugar vago…

Sim, fomos em sete pessoas em um carro de sete lugares com bagageiro lotado em uma viagem longa e com quatro crianças! Dos mais próximos ouvimos que seria loucura, por isso resolvemos relatar tudo que vivemos nestes dias de viagem, dias que já deixam saudades…

O  ROTEIRO

O Roteiro que escolhemos foi para conhecermos as cidades de Mendoza e Bariloche na Argentina, e Santiago, Puerto Varas, Puerto Montt, Frutillar e vulcão Osorno  no Chile, porém sabíamos que em todo o caminho iríamos conhecendo outros locais e cidades, o que realmente aconteceu e valeu muito a pena.

Confira o Roteiro que planejamos, houve algumas mudanças na volta, mas basicamente permaneceu o mesmo deslocamento previsto.

O RELATO

Optamos por relatar em forma de diário o que vivemos nestes 16 dias de viagem! Levamos em consideração aquilo que achamos  importante conhecer para quem viaja de carro nos locais onde passamos, incluindo as falhas, erros e acertos. Paramos e pensamos naquilo que gostaríamos de ter lido antes de partir, mas é importante dizer que lemos muito durante os preparativos. Depois de decidir viajar de carro e traçar o roteiro, começamos a buscar informações de pessoas que já tem esta experiência, encontramos muitos e praticamente todos nos foram muito uteis, por isso se você está lendo este post, é porque gosta deste tipo de viagem ou está querendo fazer a sua própria, neste caso aproveite a leitura e extraia dela o máximo de informações e se necessário entre em contato

O DIÁRIO

1º DIA – 19 de Dezembro de 2014 – Sexta feira (DE ANTONIO CARLOS-SC A FEDERAL-AR) – 1340 KM

Toda a documentação conferida (confira aqui a documentação necessária), embarcamos as 2:00h da manhã na cidade de Antonio Carlos – SC e seguimos rumo a Porto Alegre – RS a distancia é de apenas 470 km então chegamos ainda com o amanhecer do dia, era aproximadamente 6:30h da manhã. Neste trajeto, apenas dois pedágios, um na cidade de Palhoça-SC ainda próximo de casa e outro na Free Way pouco antes de Porto Alegre.

Animados, tocamos os outros 640 km previstos e adentramos na Argentina ainda no mesmo dia, chegamos em Uruguaiana-RS as 14:00h, e fizemos os tramites de aduana muito rápido, em menos de 30 minutos, isso levando em consideração que estávamos em sete pessoas. Os trâmites de entrada são simples, na aduana brasileira passa-se direto e para-se já no lado Argentino na aduana da cidade de Paso de los Libres.

O trâmite na verdade é passar pela imigração para registrar a entrada das pessoas e veículo e depois pela polícia para fiscalização, o que nem sempre ocorre no caso da Argentina. Neste caso, preenchemos a documentação que é um formulário de meia página com seus dados pessoais, apresentação do documento de identidade (com menos de 10 anos de emissão) ou passaporte válido. A ficha de imigração do proprietário do veículo vai carimbada “com veiculo”. Vale a pena dizer que fomos muito bem tratados e orientados.

Feito os trâmites e estando tudo certo, fomos comprar o “cambão” em Paso de los Libres, esse equipamento utilizado para rebocar outros veículos é exigência do código de transito Argentino. Acontece que não sabíamos que o comércio na argentina fecha as 13:00h e retorna as 16:00h, isso no horário argentino, que no verão é uma hora a menos que no Brasil. Portanto entramos na Argentina por volta das 14:30h do Brasil e tivemos que esperar até as 17:00h Brasileira para comprar o cambão, que lá chamam de “quarta”…

Enquanto esperávamos, resolvemos fazer o cambio, este também é assunto para um outro post que faremos separado, mas já adianto que não se deve fazer o cambio para pesos Argentinos aqui no Brasil, ou leva-se dólares, ou reais para cambiar lá. No nosso caso levamos os dois, no Brasil a cotação era 8,5 pesos para 1 dólar, cambiamos 1 dólar por 12,50 pesos em Paso de los Libres e melhor ainda em Bariloche, mas como disse este é assunto para outro post.

O único comércio aberto na cidade eram os postos de combustíveis, alguns até tinham o cambão, mas era na conveniência do posto, que acredite, também fecha das 13:00 as 16:00, e vende-se apenas o combustível neste horário… lá respeita-se o horário comercial. Portanto esperamos uma loja de auto peças abrir e fomos comprar o cambão, a atendente me perguntou se seria somente a “quarta”, disse que sim, me pediu também qual seria o destino da viagem, disse que estava indo direto a Mendoza, Ela então me perguntou: para ir a Mendoza você passará pela província de Entre Rios, correto? respondi que sim, então me orientou a levar um colete refletivo e uma espécie de lençol branco que chamam de mortalha, e ainda completou, sabemos que não é exigência mas a polícia Caminera de Entre Rios, certamente irá cobrar. Já sabia disso, pois havia lido em comentário de outros viajantes, mas como também sabia que não iria escapar da propina, não estava levando. Pensamos melhor e resolvemos levar tudo o que ela sugeriu, mesmo porque a compra toda fechou em 96,00 pesos argentinos, isso tudo deu R$ 25,00 isso mesmo, 25 reais… no Brasil na região de Florianópolis não encontrei o cambão por menos de 200,00 R$, é claro que a qualidade era bem melhor, mas o que comprei é exatamente o que eles utilizam lá, é pratico, retrátil, não ocupa espaço e deve ser útil também… saímos enfim de Paso de los Libres e fomos em direção a  Mendoza, rodamos mais 230 km e paramos na cidade de Federal – AR por volta das 20:00h para jantar e dormir, foi um hotel de passagem bem humilde, mas serviu para descansar e continuar a viagem. Bom faltou dizer que realmente encontramos a polícia caminera várias vezes, a primeira parada não olharam nada, nem mesmo documentos, somente pediram uma ajuda de qualquer quantia, que no nosso caso foi de 10 reais e nos desejaram uma ótima viagem! de forma alguma concordamos em pagar propinas, mas naquele momento foi inevitável, não encontraram nada de errado, somente pediram, e ficamos com medo de logo na frente enfrentarmos algum problema, caso não quiséssemos colaborar. Em menos de 15 km, nos pararam novamente, desta vez somente documentação, e nos liberaram.

Fronteira Brasil-Argentina - Uruguaiana - Paso de los libres
DIVISA BRASIL/ARGENTINA – URUGUAIANA/PASO DE LOS LIBRES

2º DIA – 20 de Dezembro de 2014 – Sábado

(DE FEDERAL-AR A MENDOZA-AR) – 1240 KM

Saímos da cidade de Federal por volta das 6:00h e seguimos viagem. No dia anterior nosso GPS havia nos abandonado, então compramos um mapa em um posto de combustível e nos orientamos por ele, risquei no mapa o trajeto e seguimos tranquilo. Outro detalhe é que sempre ouvimos que as estradas da Argentina são um espetáculo, entre outros elogios, mas pegamos um trecho de Cuatro Bocas até Federal que estava horrível, é uma estrada pavimentada em concreto, mas as placas estão deslocadas e bastante comprometidas com verdadeiros buracos, houve uma tentativa de recuperação com pavimento asfáltico, mas ficou um pouco pior. Seguimos viagem já no dia 20 de dezembro, tocamos rumo a cidade de Paraná, onde cruzamos um túnel subaquático, é uma cidade de grande porte ideal para abastecer o carro e as necessidades dos ocupantes do veículo. Cruzamos Santa Fé, outro grande centro e chegamos a cidade de São Francisco onde mudamos de direção em sentido a Villa Maria. Para quem vai passar em Córdoba, segue-se direto, estávamos na Ruta 19 e entramos na 158 que nos levou a Rio Cuarto passando por Villa Maria, mas o trecho entre São Francisco e Villa Maria, novamente está tão ruim que precisei trocar um pneu, sorte que foi entrando em Villa Maria, onde aprendi que borracharia é gomeria na terra dos Hermanos. Pneu concertado, e sem danos na roda, tocamos viagem até Rio Cuarto e dai em diante, auto estradas pedagiadas em excelente estado e com limite de velocidade de 120 km/h. A viagem foi tranquila e chegamos a província de Mendoza por volta das 17:30h daí até a capital de mesmo nome seriam apenas mais 150 km.

CHEGADA A PROVINCIA DE MEDNOZA
CHEGADA A PROVINCIA DE MENDOZA

Logo na chegada da província, um pedágio de 20,00 pesos, que na verdade é um controle sanitário, nos pararam e verificaram se havia alguma fruta e nos liberaram na sequência. Chegamos a cidade de Mendoza por volta das 18:30h, fizemos o check in no hotel e saímos para jantar, neste momento descobrimos que estava muito frio por lá.

3º DIA – 21 de Dezembro de 2014 – Domingo

Mendoza é uma cidade surpreendente, nenhuma agencia de viagens, nem site e nem mesmo os comentários dos viajantes, fazem jus ao que realmente a cidade oferece. Esperávamos uma cidade pequena provinciana, poucas atrações, mas realmente vale a pena gastar pelo menos de dois a três dias (bem cheios…) para conhecer as belezas da cidade isso se você estiver em um roteiro de passagem, porque já justificaria uma ida somente a esta cidade, e ai sim, reservando um tempo maior para conhecer os arredores, como por exemplo o parque provincial do Aconcágua.

Em um dia percorremos o centro da cidade á pé, conhecemos as principais praças  e fizemos um city tour, pode parecer estranho fazer um city tour quando se está viajando de carro, mas como fomos surpreendidos pela cidade, resolvemos percorre-la desta forma e depois voltar aos locais de maior interesse. Funcionou!

Em Mendoza há 5 praças que formam o centro da cidade, todas elas ocupam uma quadra inteira. a Plaza da Independência é a central e também a maior de todas, as outras 4 estão a pelo menos dois quarteirões desta principal. Para quem ficar no centro da cidade vale a pena percorrer todas a pé, aliás recomendamos esta localização para hospedagem, realmente vale muito a pena!. Depois do city tour e das praças fomos visitar um aquário e um serpentário encerrando o dia de volta ao hotel por volta das 20:30h.

CITY TOUR
CITY TOUR
PLAZA ESPANHA
PLAZA ESPANHA
PLAZA INDEPENDENCIA
PLAZA INDEPENDENCIA

4º DIA – 22 de Dezembro de 2014 – Segunda feira

Reservamos 3 noites para Mendoza, o que nos deu dois dias inteiros livres para conhecer a cidade. Neste dia fomos ao Parque San Martin, um belíssimo local onde é possível visitar um zoológico, o Cerro de lá Glória, o Estádio das Malvinas, o Anfiteatro e curtir a vista e a beleza de todo o parque. Passamos lá a manhã inteira e  a sensação é que ainda havia o que visitar, mas tínhamos marcado visita ás vinícolas no período da tarde.

MONUMENTO NO CERRO DE LÁ GLORIA
MONUMENTO NO CERRO DE LÁ GLORIA
PARQUE SAN MARTIM
PARQUE SAN MARTIN
INICIO DA SUBIDO DO CERRO DE LA GLÓRIA
INICIO DA SUBIDA DO CERRO DE LA GLÓRIA
ZOOLÓGICO
ZOOLÓGICO

A tarde, conforme combinado, fomos fazer um passeio a duas vinícolas e uma fábrica de óleo de oliva em Maipu, cidade próxima a Mendoza, gostamos muito e as crianças embora um pouco deslocadas, acabaram participando também,  na hora da degustação de vinhos, para os pequenos, foi servido um suco de uva. Depois da degustação, a vinícola oferece seus produtos aos visitantes a um preço bem mais atrativo, comprando lá fica um pouco mais barato do que nos comércios da cidade e bem mais barato do que no Brasil. Vinhos podem ser trazidos para o Brasil, e também cruzar a fronteira entre Argentina e Chile com eles, nos informamos nas próprias aduanas e somente pediam que informássemos na entrada de cada pais, assim como os eletrônicos, principalmente os de aparência nova.

Depois do passeio voltamos ao hotel e nos preparamos para deixar a cidade no outro dia pela manhã.

5º DIA – 23 Dezembro de 2014 – terça – feira

(DE MENDOZA-AR A SANTIAGO-CL) – 365 KM

Saímos pela manhã por volta das 7:00, e fomos rumo ao Chile, a divisa está a cerca de 100 km de Mendoza, depois disso  aproximadamente 230 km até a capital Santiago, mas acredite, você não terá pressa em chegar a fronteira, o caminho é fantástico, ali tivemos o primeiro contato com as paisagens das cordilheiras, e de certa forma, você se sente realizado e faz valer a pena o passeio, basicamente é o que o viajante de carro procura, estar se deslocando em um local onde o próprio caminho já vale a viagem. As paisagens são impressionantes e as paradas para fotos e admirar a região são inevitáveis ao longo do trajeto.

Vista ao longo do trajeto - rumo ao Chile
CAMINHO ENTRE MENDOZA E ACONCAGUA

O parque provincial do Aconcágua fica neste trajeto, neste trajeto também é possível visitar a localidade de Puente del Inca, trata-se de um monumento natural formando uma ponte em rocha e algumas ruínas, não há muitas explicações, nem mesmo pessoas cuidando do local, é um vilarejo no meio da estrada com entrada livre, há algumas pessoas com bancas vendendo artesanatos locais e um restaurante onde não foi possível almoçar mesmo sendo quase meio-dia no horário local, não havia nada disponível para o almoço, mesmo o estabelecimento estando aberto, não entendemos direito, mas continuamos viagem depois de algum tempo parado, algumas compras de artesanato e muitas fotos depois…

Puente del Inca - AR

Saímos de Puente del Inca e fomos em direção a divisa com o Chile aguardando avistar a entrada do parque Aconcágua. Na verdade esperávamos, uma dezena de placas indicando o caminho, mas não há nada mencionando o parque, com exceção daquela existente na entrara do próprio parque. Sabíamos que o Aconcágua fica no caminho, mas não sabíamos se era necessário efetuar algum desvio ou sair da Ruta principal. Para tirar a duvida paramos em Uspallata, cidade localizada ainda antes de Puente del Inca e nos informamos no centro de informações turísticas, depois de confirmar que estávamos no caminho certo, seguimos viagem.

Poucos quilômetros depois de Puente del Inca, encontramos a entrada do Parque Provincial Aconcágua, que fica diretamente na Ruta 7.

DSCN1379

Chegamos ao centro de visitantes e pagamos uma taxa de 20 pesos por maiores de 13 anos. Crianças menores não pagam, isso em 23/12/2014.

DSCN1388

Você sobe de carro até um estacionamento e depois segue a pé até as trilhas do parque, antes de entrar na trilha que leva ao mirante, um guarda-parque vem até você verifica o ticket e o orienta qual caminho tomar. É um trajeto curto, mas fascinante, o mirante que aparece na foto abaixo, é o mais próximo que você chega da montanha como visitante, mas encontramos pessoas que estavam indo além, preparados para acampar e com disposição para outro tipo de aventura.

DSCN1455

No centro de visitantes, encontramos pessoas de diversas nacionalidades, preparadas para acampar, escalar e outras atividades que o parque oferece, neste caso é outro tipo de atendimento e os guias locais encaminham cada um para seu objetivo.

Na trilha que leva ao mirante, você se vira sozinho, vai, volta, para quantas vezes quiser, tira fotos, volta ao veículo e sai do parque tranquilamente.

Em todo o caminho encontramos diversos brasileiros. Sempre que ouvíamos uma buzina, era um brasileiro passando,  no parque não foi diferente, lá encontramos um grupo que estava fazendo exatamente o mesmo roteiro que o nosso, em Santiago por exemplo havíamos inclusive reservado o mesmo hotel e claro, nos encontramos lá novamente.

DSCN1457

DSCN1470

DSCN1491

DSCN1429

DSCN1424

DSCN1440

Saímos do Aconcágua e fomos rumo a divisa com o Chile que fica próximo dali, chegamos a aduana no Complexo Fronteirístico Los Libertadores logo depois de cruzar a divisa no túnel Cristo Redentor. Era por volta das 12:00 e encontramos uma fila, alias várias filas, porque estavam funcionando 4 cabines para efetuar os trâmites de saída da Argentina e Ingresso no Chile, e todas elas estavam com filas.

Ao ingressar no pátio da aduana, recebemos orientações de qual o procedimento correto a seguir, recebemos também os papeis para serem preenchidos e entregues na cabine chilena. As cabines são duplas, ou seja, no mesmo espaço estão agentes da Argentina e Chile, você preenche os papeis de entrada no chile, que deve ser um para cada ocupante do veículo, depois se dirige a uma das filas com o próprio veículo e aguarda ir adiante, na sua vez, desce do carro e passa primeiro pelo agente argentino para dar baixa na sua documentação de entrada, no nosso caso, aquela que fizemos em Paso de los Libres, o agente argentino então carimba sua saída do país e você apresenta a documentação de entrada ao oficial chileno que está ao lado.

E bom  lembrar que esse procedimento deve ser feito em toda fronteira que você cruzar, mesmo que por algum motivo ninguém lhe pare, você deve procurar os agentes da aduana e regularizar sua entrada e saída do país.

Fizemos os trâmites e demoramos por volta de uma hora e meia, incluindo a revista do carro, para entrar no Chile, esse é um procedimento padrão, todo veículo é revistado, ou pelo menos verificado por um policial da aduana, vimos alguns carros serem revistados com cães, que inclusive eram colocados dentro dos veículos e andavam por sobre os bancos farejando tudo.

Estávamos viajando sem pesos chilenos, mas ainda antes de sair da aduana fizemos o cambio de uma pequena quantia para esta moeda, o que imaginamos ser o suficiente para pagar pedágios e alimentação até chegar em Santiago. Nas aduanas que passamos, tem uma casa de cambio justamente para esta finalidade ou ainda para trocar ali a moeda do país que está deixando, pela moeda do país que está entrando. Os pesos argentinos que sobraram, guardamos para volta.

Estávamos entrando agora em uma das etapas que mais aguardávamos da viagem, a descida das cordilheiras, também conhecida como Caracoles devido as suas curvas. Fizemos várias paradas, foram muitas fotos, e imaginamos o quão mais complicado deve ser a descida em época de neve… essa fica para próxima.

Descendo as Cordilheiras 6

Descendo as Cordilheiras 5

Descendo as Cordilheiras 3

Cordilheiras

Caracoles dos Andes

Descemos as Cordilheiras vimos a grandeza dos Caracoles e suas 26 curvas, fotografamos (uma á uma por sinal!), e fomos em sentido a capital chilena Santiago. Neste momento, depois de praticamente 4 dias de ausência nosso GPS voltou a funcionar, o que foi um alívio, porque se encontrar no trânsito agressivo e carregado de Santiago, não é tarefa fácil, e não é mesmo! felizes por isso, conseguimos chegar sem dificuldades ao hotel que havíamos reservado, já por volta das 18:00h. Fizemos os trâmites de check in e depois que nos ajeitamos é que percebemos o quanto este dia foi cheio e especial ao mesmo tempo, afinal havíamos saído de Mendoza, um lugar que adoramos, visitamos Puente del Inca, um lugar pouco comentado mas muito legal, conhecemos o Aconcágua, descemos as Cordilheiras e chegamos a Santiago. Realmente de Mendoza até Santiago, a paisagem é de tirar o fôlego, e é muito recompensador.

6º DIA – 24 Dezembro de 2014 – quarta – feira

Em Santiago ficamos em um apart hotel, isso significa que tínhamos a disposição uma cozinha completa, necessitando apenas abastece-la com mantimentos. Ainda no dia anterior havíamos feito uma pequena compra para passar as três noites que reservamos na cidade. A exemplo de Mendoza, Acertamos novamente na localização do hotel, era central, várias atrações por perto, e o supermercado é ao lado do hotel, ou seja no primeiro dia nem utilizamos o carro.

Saímos pela manhã na véspera do natal e andamos pela região central, conhecemos as praças, vimos a troca da guarda no Palácio La Moneda, fizemos cambio para os dias que ficamos no Chile, fizemos algumas compras, e depois de um dia de bastante caminhada, fomos para descansar e nos preparar para conhecer o pacífico e subir o Valle Nevado.

Ficamos um pouco desapontados por não conseguir visitar nenhuma vinícola, pois não havia visita na véspera e no dia de natal, ou pelo menos não encontramos nenhuma que estivesse atendendo para este tipo de turismo, vinhos somente no mercado convencional.

 DSCN1641

DSCN1652

DSCN1685

DSCN1676

DSCN1690

DSCN1715

DSCN1634

DSCN1630

DSCN1628

 7º DIA – 25 Dezembro de 2014 – quinta – feira

(DE SANTIAGO A VALE NEVADO – IDA E VOLTA) – 130 KM

(DE SANTIAGO A VALPARAISO E VINA DEL MAR – IDA E VOLTA) – 230 KM

No dia de natal, saímos por volta das 9:00h da manhã com o objetivo de subir o Valle Nevado e conhecer o pacífico, neste momento nosso GPS desapareceu novamente, pesquisei ainda no estacionamento do hotel, qual a direção que tínhamos que ir, anotamos os principais locais e nomes de lugares pelos quais devíamos passar e seguimos. Até o Valle Nevado não houve problemas, conseguimos chegar lá sem dificuldade, não havia muito movimento, era dia de natal e poucos carros transitavam nas ruas da capital.

Encontramos o acesso a Farellones e Valle Nevado, que ficam no mesmo caminho, e seguimos por ele. No início é muito tranquilo, com trechos de pequenas subidas, trechos em nível e até alguns pontos em descida, no meio do caminho é que começa verdadeiramente a subir e também as curvas fechadas, novamente a exemplo da travessia dos Andes nos Caracoles, deve ser extremamente complicado transitar por lá em época de neve. Mas tem seu nível de dificuldade e seu encanto sem neve na estrada, o local é muito bonito, e é possível parar em vários pontos para descer do veículo e fotografar a região.

DSCN1840

DSCN1851

No caminho encontramos vários ciclistas, homens e mulheres subindo de bike, mas subindo pra valer, pedalando mesmo, nada de empurrar a bicicleta ou carro de apoio. Alguns momentos não é possível nem ultrapassar a bicicletas por não ter visibilidade, principalmente perto das curvas, nesses momentos tínhamos o apoio dos ciclistas para dar sinal com as mãos indicando que não vinha descendo carro algum, parece estranho mas é exatamente assim, curva em cima de curva e subida a perder de vista e para ultrapassar uma bicicleta tem que pensar duas vezes.

DSCN1850

 Chegamos ao topo, onde tem os hotéis e resorts de inverno, e encontra-se a famosa estação de esqui Valle Nevado, antes de chegar lá passamos por outra estação de esqui a Farellones, mas como estava fechada, só vimos o acesso, Valle Nevado está bem mais a acima desta.

Não tivemos acesso aos hotéis, pudemos chegar apenas até ao acesso que leva a eles, mas valeu a pena a subida pelas paisagens e pela liberdade de ir parando a cada ponto de escape e admirar a beleza do local.

DSCN1863

DSCN1849

DSCN1833

DSCN1816

DSCN1885

Lá em cima estava muito frio havia uma brisa gelada, eu por exemplo estava de bermuda, afinal quando saímos de Santiago, estava uma temperatura em torno de 27 graus, mas lá em cima a sensação térmica estava muito (mas muito!) abaixo disso.

Ficamos pouco tempo lá em cima, fora da temporada de inverno não há muito o que fazer por lá, embora estavam anunciando que muitas atrações estariam esperando os turistas no verão de 2014 não encontramos nada aberto, talvez por ser dia de natal, se for este o motivo, erraram feio, porque as vans com turistas estavam acumulando lá em cima, encontramos várias subindo e descendo, várias delas cheias de brasileiros. Não vimos atividade nenhuma por lá, mas a subida, a paisagem e a chegada ao topo, realmente já valeram a pena.

Em todo o Chile sempre encontramos alguém que tinha uma  história com o Brasil, sem contar o número impressionante de brasileiros que encontramos em absolutamente todas as cidades chilenas que passamos. Em Valle Nevado não foi diferente, na descida paramos em uma barraca de artesanatos que estampa a bandeira do Brasil ao lado da do Chile e fica em uma das muitas curvas da estrada, o local também funciona como uma espécie de mirante, de lá dá pra ver boa parte do que subimos e do que iríamos enfrentar na descida e ainda serve de parada para colocar as cadenas em época de neve. Começamos a conversar com o vendedor de artesanatos, compramos algumas lembranças e ele nos contou que morou no Brasil, que sempre viaja para nosso país. Ele aceita várias moedas incluindo o real e no cambio correto. Nos deu dicas de Valparaiso, Vina del Mar, Puerto Montt e Região dos Lagos que nos serviu muito, seja do caminho certo a seguir ou do frio que iriamos encontrar. Ali também encontramos um brasileiro que está morando em Santiago há 4 anos, encontramos outros que também estavam de férias e haviam alugado um carro em Santiago para ir ao sul do Chile em direção aos lagos, e outros que estavam indo dali em direção ao Atacama, sem contar os muitos que não tivemos a oportunidade de conversar.

Retomamos a descida, novamente muitos ciclistas, muitas vans e carros subindo. Para ir a Valparaiso e Vina del Mar é necessário voltar a Santiago, cruzamos toda a cidade e seguimos em direção ao litoral, passamos por dois pedágios e chegamos a Valparaiso.

É uma cidade portuária e bastante colorida pelas pichações dos muros e prédios antigos, mas o que nos alegrava e que estávamos afinal chegando ao pacífico, andamos por toda a costa da cidade parando em vários pontos para fotos e apreciar a paisagem. Quando descemos a primeira vez do carro percebemos que estava muito frio, mais do que na montanha em Valle Nevado, havia um forte vento e bastante frio, na verdade extremamente gelado. Esta é uma condição normal da costa do pacífico, ventos e água gelada.

DSCN1920

DSCN1956

DSCN1954

DSCN1943

DSCN1951

Seguimos para a cidade de Vina del Mar que fica colada em Valparaiso, a cidade  é aparentemente organizada e aconchegante, as praças são bem cuidadas e a via beira mar é mais atraente do que Valparaiso. O movimento era intenso de pedestres, carros, ônibus e vans. Conseguimos estacionar e saímos passear pela cidade, como era próximo ao meio dia paramos para o almoço, fomos vencidos pelas crianças que ao avistarem o Mc Donald’s, quiseram conhecer a lanchonete chilena.

 DSCN1970

DSCN1973

DSCN1976

DSCN1978

Voltamos ao hotel e nos preparamos para saída no outro dia pela manhã. Lá vai uma dica que não tivemos! por falta de atenção talvez, pois já tem alguns viajantes que indicam isso, embora tenhamos buscado informações no consulado chileno de Florianópolis. Em Santiago está ativo o pedágio urbano, as auto-estradas da capital são pedagiadas e para isso não existe ponto de parada ou cancelas, o pedágio é eletrônico e é cobrado por um painel que está fixado em um pórtico sobre a rodovia como se fosse uma placa de sinalização, automaticamente ao cruzar este pórtico seu veículo é taxado. Você deve parar na rede de postos COPEC e comprar uma espécie de passe diário que pode ser de 20.000,00 pesos por exemplo, ao cruzar o ponto de cobrança o sistema acusa que sua placa tem um crédito e desconta um valor e assim vai até zerar o seu crédito. Caso seu veículo não possua o credito do pedágio, após passar por vários pontos de cobrança e por vários dias, o sistema começa a emitir multas para sua placa. O detalhe é que o turista que vai de carro, não tem como saber disso, não há nada que indique esta forma de pedágio em local nenhum da estrada, somente chama a atenção os painéis eletrônicos e a curiosidade leva a perguntar em algum posto de combustível, então você descobre…

 8º DIA – 26 Dezembro de 2014 – sexta – feira

(SANTIAGO-CL A PUERTO MONTT) – 1030 KM

Saímos de Santiago por vota das 7:30 da manhã em direção ao sul do Chile, este dia seria inteiro de deslocamento, saímos com ânimo para enfrentar os 1.000 km que separam a capital chilena da cidade de Porto Montt, onde havíamos reservado hotel na noite anterior

As auto estradas chilenas, são exemplares, pavimento em ótimo estado, pista duplicada, pontos de parada a cada trecho para descanso dos motoristas com sombra, bancos, mesas e até parque para as crianças se divertirem. Foi assim durante os mil quilômetros percorridos e a um custo de aproximadamente R$ 150,00, isso foi o que custou o pedágio para rodar nestas condições, os pedágios no Chile, são caros e é um custo que você deve levar em consideração no orçamento da viagem.

 Da capital até próximo a cidade de Osorno, o caminho é bonito mas com paisagens que estávamos acostumados a encontrar até então. Já de Osorno em diante você começa a ter a companhia do vulcão que leva o mesmo nome da cidade, de varios pontos é possível avistar o topo nevado do vulcão o que rende algumas boas fotos.

DSCN2004

Chegamos em Puerto Montt, nos alojamos e preparamos um roteiro para o outro dia, o hotel que ficamos possui acesso direto a um shopping center, como chegamos cedo, por volta das 17:30, sobrou tempo para um passeio, sem mesmo sair do hotel.

DSCN2070

9º DIA – 27 Dezembro de 2014 – sábado

(DE PUERTO MONTT A PUERTO VARAS E CIRCUITO LAGO LLANQUIHUE – IDA E VOLTA) – 90 KM

Saímos do hotel por volta das 9:00hs logo após o café da manhã e seguimos á Puerto Varas, nossa intensão era hospedar-se nesta cidade, mas não encontramos vaga e fizemos reserva em Puerto Montt que fica a 15 km de distância. Puerto Varas encanta já na chegada, é uma cidade a beira do lago Llanquihue, pequena e muito florida, quando chegamos já avistamos o vulcão Osorno do outro lado do lago, não estava nublado, então a vista era de tirar o folego.

DSCN2134

DSCN2112

DSCN2108

 Aproveitamos bem a cidade, andamos pela praça, compramos algumas lembranças, almoçamos e fomos fazer o circuito lago Llanquihue, é na verdade uma volta ao redor do imenso lago passando pelas cidades que o margeiam, este caminho também dá acesso a outras atrações como a laguna verde, o vulcão Osorno e o lago Petrohue.

DSCN2171

DSCN2163

DSCN2191

DSCN2154

Neste dia iniciamos o circuito Lago Llanquihue, mas como não sabíamos a dimensão do percurso, fomos até a metade e desviamos para o Lago Petrohue, é um lago que fica do outro lado do vulcão Osorno, saímos do asfalto e seguimos as placas por uma estrada de chão, mas bem cuidada, neste momento começou a cair uma chuva fina e esfriou muito, mesmo assim continuamos até chegar ao lago. Ao longo do caminho de chão existe varias corredeiras e tem-se a sensação de que está chegando cada vez mais próximo do vulcão, para vê-lo por exemplo é necessário abrir a janela do carro e pôr a cabeça para fora, de tão perto que representa estar.

No lago Petrohue existem vários barcos de pequeno porte que oferecem passeios aos turistas, assim que encostamos o carro, apesar da chuva fraca que caia, fomos abordados por vários proprietários dos barcos oferecendo o passeio, a princípio recusamos a oferta de 20.000,00 pesos por sete pessoas, mais por que chovia do que pelo preço, embora achamos caro os R$ 100,00 ofertados.

Andamos pelo local e a chuva aumentou, avistamos uma espécie de balcão de informações turísticas, uma casa tipo cabana, e fomos nos informar sobre os passeios no local, ali nos ofereceram o mesmo passeio por 12.000,00 pesos, cerca de R$ 60,00, aceitamos a oferta e fomos passear de barco após a chuva diminuir um pouco. Valeu a pena, o passeio é bastante calmo e dura em torno de 30 minutos, por se tratar de um lago, não há agito na água nem grandes emoções, mas a paisagem vale a pena, a vista do vulcão estava comprometida pela chuva e tempo nublado, mesmo assim valeu muito a pena.

DSCN2210

DSCN2212

DSCN2243

DSCN2270

DSCN2307

DSCN2329

Saímos do lago Petrohue e fomos visitar a laguna verde que fica próximo ao acesso do vulcão Osorno.

DSCN2338

DSCN2341

DSCN2355

DSCN2345

DSCN2346

Chegamos por volta das 17:00h na entrada da laguna verde. É possível fazer a visita em 30 minutos, foi o que fizemos, trata-se de uma trilha que leva a um pequeno lago de cor verde e de profundidade aproximada de 12m na parte mais funda, o local é muito bonito e interessante pela coloração diferente daquela do lago em que deságua.

Voltamos ao hotel preparados para retornar no outro dia e subir o vulcão Osorno.

10º DIA – 28 Dezembro de 2014 – domingo

(DE PUERTO MONTT A PUERTO OCTAY, FRUTILLAR, VULCÃO OSORNO, PUERTO VARAS – IDA E VOLTA) – 140 KM

Acordamos por volta das 7:30h e depois do café da manhã, saímos imaginando que o dia seria pouco aproveitado devido uma fina chuva que caía e que deixou a região toda nublada sem muita visão, o hotel em que estávamos fica de frente ao pacífico e simplesmente não víamos o oceano, isso só para ter uma ideia da visibilidade.

Mesmo assim resolvemos sair e ir em direção as atrações que pretendíamos conhecer. Resolvemos fazer o circuito lago Llanquihue iniciando pela cidade de Puerto Octay, ao chegar nesta cidade, apesar da pouca distância, cerca de 40 km de Puerto Montt, encontramos um tempo bom, aberto, e com uma vista impressionante do Vulcão Osorno, que serve de cartão postal para toda a região. Visitamos a cidade rapidamente, ficamos lá cerca de 15 minutos, somente passeamos de carro e tocamos em direção a Frutillar (próxima cidade que faz parte do circuito) lá paramos para fotos e visitamos o museu da colonização alemã, o local impressiona tanto pela propriedade, que  pertenceu a família tradicional da região, quanto pelos pertences em perfeito estado de conservação que encontramos no interior. Impressiona também por parecer que a propriedade está habitada, pela maneira que os móveis estão colocados, parece que aguarda seus moradores retornarem a qualquer momento, isso somado as histórias que correm na região de que o local é “mal assombrado”, onde os próprios cuidadores dizem que já viram pessoas por lá, ainda sem terem liberado a entrada a ninguém, dá um ar misterioso ao lugar… de qualquer forma é bem legal visitar a propriedade e tivemos a sensação de que tudo está preparado para que o visitante tenha mesmo essa impressão.

DSCN2527

DSCN2470

Museu colonial
Museu colonial

De Frutilar, seguimos no circuito em direção a entrada do Vulcão Osorno, o trajeto é muito bonito, de vários pontos é possível avistar o vulcão e seu topo nevado, isso aliado a paisagem camponesa do local garante um visual único. As propriedades no caminho são longe uma das outras e separadas por longos campos meio amarelados, e as residências ou posadas em geral são em estilo colonial alemão.

DSCN2533

DSCN2402
CIDADE DE FRUTILLAR
DSCN2407
CIDADE DE FRUTILLAR

Durante o trajeto pegamos um trecho em obras de aproximadamente 500 metros, todo o restante é asfaltado e em ótimas condições, a pavimentação representa ser nova e a julgar pelas obras, em pouquíssimo tempo todo o percurso estará pavimentado. Chegamos ao acesso do Vulcão por volta das 12:00 e iniciamos a subida. A exemplo de Valle Nevado em Santiago, a subida é sinuosa e íngreme mas bastante tranquila apesar das curvas fechadas, dos ciclistas e dos carros em sentido contrário, mas nada que com cautela não se tire de letra! O que havia de diferente de Valle Nevado é que tudo estava funcionando e podia-se chegar ao topo. Estacionamos e ao sair do carro novamente o frio estava cortante, e o vento era forte. Andamos pelo local, que tem uma vista do lago, de parte da cidade de Puerto Varas e dos locais que passamos. O Vulcão também é uma estação de esqui e o teleférico, que leva as pessoas para esta prática, estava funcionando e resolvemos subir com as crianças, como não era temporada apenas o primeiro tramo estava funcionando, são dois que levam ao topo. Bom, isso significava que não iríamos até o topo nevado, mas chegaríamos até um ponto onde funciona outros esportes de verão, como tirolesa por exemplo. Compramos os tickets para subir de teleférico (cadeirinha aberta!) como ventava demais a subida foi muito apreensiva e embora seja seguro, o medo por conta das crianças foi inevitável.  Sobrevivemos a subida e andamos pelo local, olhamos para cima e vimos que era possível continuar a subida mesmo á pé, e foi o que fizemos, assim pudemos chegar até a neve permanente que cobre parte do vulcão. Demoramos para fazer esta subida e descobrimos que poderíamos descer sem utilizar as cadeiras do teleférico, e devido a tensão da subida, foi o que fizemos, descemos até a base do teleférico onde tem uma lanchonete, tomamos chocolate quente para esquentar e de volta ao carro, fizemos a descida do vulcão e encerramos o dia no hotel, iniciando os preparativos para deixar o Chile no outro dia pela manhã.

DSCN2535
SUBIDA AO VULCÃO OSORNO
DSCN2627
SUBIDA AO VULCÃO OSORNO
DSCN2626
DESCIDO DO VULCÃO OSORNO – VISTA LAGO PETROHUE
Vulcão Osorno
COQUISTA DO VULCÃO OSORNO – JOÃO GUSTAVO
Vulcão Osorno
VULCÃO OSORNO – PRÓXIMO AO TOPO
DSCN2583
VULCÃO OSORNO – SOLO VULCANICO – GELO NO TOPO
DSCN2585
BASE DO TELEFÉRICO E PARTIDA DA TIROLESA – VISTA DO TOPO DO VULCÃO OSORNO
DSCN2558
TELEFÉRICO – VULCÃO OSORNO
DSCN2552
BASE DE VISITANTES DO VULCÃO OSORNO – SAIDA DO TELEFÉRICO – LANCHONETE
DSCN2551
VISTA DO TOPO DO VULCÃO APARTIR DA BASE
DSCN2547
CICLISTAS CHEGANDO AO VULCÃO OSORNO

11º DIA – 29 Dezembro de 2014 – segunda feira

(DE PUERTO MONTT A BARILOCHE) – 342 KM

Deixamos o hotel por volta de oito horas da manhã, pegamos a RN 5 e seguimos rumo a cidade de Osorno, lá saímos da RN 5 e entramos na rodovia 215 que leva a divisa entre Chile e Argentina, pegamos um trecho em obras de melhorias na estrada inclusive com desvios, antes disso alguns trechos que não apresentam boas condições, mas sem grandes problemas, não dá pra classificar como “crítico”. O trajeto é curto e novamente muito bonito, afinal estávamos de novo cruzando as cordilheiras, agora mais ao sul e por consequência com imagens um pouco diferente da que encontramos no cruzamento entre Mendoza e Santiago. Chegamos na fronteira entre os países próximo as 10:30h da manhã e fizemos os tramites da aduana chilena, desta fez aduanas separadas por alguns poucos quilômetros, demos baixa na nossa estadia no maravilhoso pais chileno, e adentramos novamente no não menos encantador pais vizinho, a Argentina, alias o que descobriríamos de agora em diante, seria um novo encanto com a viagem, e novamente a certeza de que tudo valeu a pena (ou que não houve pena nenhuma!) da entrada na Argentina até deixar a região dos lagos do país seria uma nova e inesquecível experiência.

DSCN2678
PONTO EXATO DA DIVISA ARGENTINA/CHILE – PASO SAMORÉ
DSCN2676
DIVISA CHILE/ARGENTINA – PASO SAMORÉ
DSCN2675
CAMINHO Á ARGENTINA
DSCN2680
CHEGADA Á ARGENTINA – PASO SAMORÉ
DSCN2672
CAMINHO Á DIVISA CHILE/ARGENTINA
DSCN2658
ADUANA ARGENTINA – PASO SAMORÉ
DSCN2647
CHEGADA A PASO C. SAMORÉ – DIVISA CHILE/ARGENTINA

Cruzamos o Paso Puyehue – Samoré, fizemos necessariamente a regularização de entrada dos sete ocupantes do veículo (e do próprio veículo) como ingressantes na Argentina, e agora oficialmente ingressos no país, automaticamente iniciamos o caminho dos sete lagos, atração turística da região dos lagos Argentinos.

DSCN2721
REGIÃO DOS SETE LAGOS

O caminho leva diretamente a cidade de Villa La Angostura, também conhecida atração, e ponto de visita para quem vai á Bariloche. Paramos na cidade, visitamos a região e almoçamos na cidade.

Se o seu destino for somente Bariloche, vale a pena reservar um tempo para percorrer a cidade de Villa La Angostura, o local é muito atrativo e prazeroso.

DSCN2722
REGIÃO DOS SETE LAGOS – CAMINHO DE VILLA LA ANGOSTURA
DSCN2750
VILLA LA ANGOSTURA
DSCN2773
ALMOÇO VILLA LA ANGOSTURA
DSCN2766
VILLA LA ANGOSTURA
DSCN2761
VILLA LA ANGOSTURA
DSCN2758
VILLA LA ANGOSTURA

Depois do almoço seguimos em direção a San Carlos de Bariloche, segundo as agencias de viagem, destino de inverno preferido pelos brasileiros, devido a proximidade. Acontece que estávamos chegando lá no verão e o local se apresenta como encantador também naquela estação, brasileiros não faltaram no local, foi lá que encontramos o maior número de conterrâneos da viagem.

Como não tínhamos mais a companhia do GPS e chegamos a cidade ainda cedo, logo depois do meio-dia, partimos em busca do nosso hotel. Não saímos com todos os hotéis reservados do Brasil, na verdade reservamos apenas em Mendoza e Santiago, a partir destas cidades fomos reservando para frente, baseado nas experiências que estávamos tendo.

Em Bariloche por exemplo, havíamos reservado um dia antes de sair de Puerto Varas e com um excelente custo benefício, ficamos no Cerro Catedral, principal estação de esqui do local, que embora não estava funcionando, tinha seus encantos e muito movimentado pelos turistas.

Este hotel pagamos em espécie, e como fizemos o cambio em dólar na cidade de Bariloche (cambio blue – dólar/pesos argentinos), ficou ainda mais em conta…

Nos acomodamos no hotel, e como ele é voltado para os praticantes dos esportes de inverno, abrigou os 7 viajantes e estava equipado com cozinha utensílios, micro-ondas, fogão etc. Saímos para comprar mantimentos para as 3 noites incluindo aquela da chegada e voltamos para o hotel sem mais atividades naquele dia.

12º DIA – 30 Dezembro de 2014 – terça feira

Pela manhã fomos ao centro da cidade visitar e procurar as informações turísticas do local, o centro da cidade por sí só já vale um dia de caminhada bem calma parando nas lojas e fabricantes de chocolate, estes são inúmeros e vão conquistando os turistas com degustações uma em cima da outra, atraindo com promoções e vantagens para comprar em suas lojas. Quem ganha é o turista, que consegue experimentar os diversos tipos de chocolates e adquirir aquele que melhor lhe agrade.

Neste dia foi o que fizemos, reconhecemos o centro, suas atrações, algumas compras, lembranças, chocolates e também fizemos cambio de dólares para pesos, que no cambio blue, nos rendeu 13,5 pesos por dólar, e com isso uma tremenda economia na diária do hotel.

DSCN2861

DSCN2859

DSCN2764

DSCN2862

DSCN2832

DSCN2863

DSCN2878

DSCN2883

13º DIA – 31 Dezembro de 2014 – quarta feira

Além do centro e suas lojinhas de compra sobra pouco para visitar em San Carlo de Bariloche, as atrações principais são o Circuito dos Setes Lagos, que já havíamos feito no caminho a cidade, o Cerro Catedral, que já estávamos hospedados, Circuito Chico e Cerro Otto, entre outros que você vai conhecendo na passagem para estes principais.

Neste dia fizemos o Circuito Chico, que era o que faltava para cumprir como roteiro turístico. O circuito é um caminho que passa por lagos, hotéis famosos e de alto luxo, casas a beira do lago, é muito bonito e rende umas boas fotos. Você consegue fazer a partir do centro da cidade, de carro, em umas duas horas e meia contando com as paradas para fotos, pegamos uma fina chuva em alguns pontos do circuito, mas não atrapalhou o passeio.

De carro, foi muito fácil visitar tudo em dois dias e muito rápido, saímos sem ter a sensação de que faltou algo, aproveitamos bem e acho que se tivesse mais tempo teríamos que repetir atrações, isso porque passamos, paramos e aproveitamos muitas delas já como parte do percurso que necessariamente fizemos para chegar a cidade.

14º DIA – 1 de Janeiro de 2015 – quinta feira

(DE BARILOCHE À SANTA ROSA ) – 980 KM

Partimos de Bariloche no dia 1º de Janeiro de 2015 com a sensação de que cumprimos todas as visitas que a cidade proporciona em pleno verão, sabemos que as condições são outras no inverno, com alguns lagos congelados e as estações de esqui cheias dão outras dimensões ao passeio, mas realmente saímos com a sensação de que extraímos tudo que a cidade pode oferecer.

o que não imaginávamos é que o caminho de volta seria tão surpreendente como o de ida. Na saída de Bariloche, pegamos a ruta 40 e depois seguimos em direção a Neuquén, pretendíamos pernoitar na cidade para visitar o museu paleontológico, que fica na cidade vizinha, El Chocón, onde encontram-se expostos ossos de dinossauros encontrados na patagônia Argentina.

A cidade de El Chocón, fica na província de Neuquén, à caminho da capital de mesmo nome, no trajeto encontramos a entrada da cidade que está bem definida por um imenso outdoor de um dinossauro indicando o caminho.

DSCN3099

DSCN3114

DSCN3112

DSCN3110

Chegamos ao museu e encontramos um bilhetinho, colado na porta, escrito a mão pedindo desculpas, que por algum motivo não abririam aquele dia, e por mais que tentamos descobrir algo, não encontramos notícias de quando estaria aberto novamente, na incerteza, e como ainda era meio dia, seguimos viagem e não dormimos na cidade de Neuquén. Fomos seguindo viagem e pernoitamos em uma cidade chamada Santa Rosa.

DSCN3055

DSCN3078

DSCN3082

DSCN3067

DSCN3063

15º DIA – 2 de Janeiro de 2015 – sexta feira

(DE SANTA ROSA À URUGUAIANA – RS – BRASIL ) – 1190 KM

De Santa Rosa tocamos direto á divisa da Argentina com o Brasil, novamente por Uruguaiana, chegamos por volta das 22:00, encontramos uma extensa fila para efetuar os tramites de aduana e baixa da nossa estadia na Argentina, a fila dava-se em parte pelo grande número de argentinos que estavam ingressando em nosso país.

 16º DIA – 3 de Janeiro de 2015 – sábado

(DE URUGUAIANA – RS À ANTONIO CARLOS – SC – BRASIL ) – 1115 KM

Jantamos e descansamos em Uruguaiana, e no 16º dia de viagem partimos para ultima etapa, chegando em Antônio Carlos com exatos 8907 km rodados, com alguns adesivos colados no carro e muita história na bagagem.

Anúncios

16 comentários em “ARGENTINA E CHILE DE CARRO EM 16 DIAS”

  1. Olá, pretendo fazer uma dessas em breve com um roteiro parecido, minha dúvida é quanto as crianças, é atrativo para elas?, tenho dois filhos nas idades de 7 e 10 anos, e a travessia dos andes é tranquila?.

    Parabéns pela viagem!

    Curtir

    1. Olá João Henrique,

      Os nossos pequenos curtiram bastante, há que ir entretendo as crianças e incluindo eles no roteiro com visitas e passeios que os agradem. As diversas paradas são inevitáveis para atende-los, mas…sim! é bastante atrativo para eles, eu diria que de todos os lugares que passamos, Santiago é o menos atrativo para os pequenos (no verão!). Quanto a travessia dos Andes, nos dois pontos que cruzamos da Argentina para o Chile (Paso Los Libertadores) e do Chile para a Argentina (Paso Samore) foram muito tranquilos e bastante seguro, lembrando que fizemos no verão e portanto sem nem um vestígio de neve na pista.

      Que bom que curtiu nosso passeio, espero que o seu se realize logo e seja ótimo!

      Abraço!

      Marcos.

      Curtir

  2. Olá.
    Primeiramente, parabéns pelo blog e pelos relatos.
    Sou de Passo Fundo/RS, e vou fazer meu primeiro passeio internacional. Eu e minha namorada pretendemos passar pela Argentina e Uruguai início de julho. Minha ideia é visitar Santa Fé, Rosário, Buenos Aires, Colonia del Sacramento e Montevideo.
    O início do meu roteiro é semelhante ao feito por vocês: pretendo entrar na argentina por Uruguaiana, pernoitar em Federal, e dali seguir até Santa Fé.
    Assim, peço as seguintes dicas:
    É fácil achar onde fazer o cambio em Paso de Los Libres? e comprar o cambão?
    Sobre Federal. É uma cidade grande? facil encontar hotéis? vcs procuraram quando chegaram na cidade, ou já estava reservado?
    E quanto a rota dentro da Argentina. Entra pela RN117 > RN14 > RN127 até Federal?

    Desde logo agradeço.

    Att.
    Iuri Guadagnin

    Curtir

    1. Olá Iuri,

      Que bom que gostou do nosso relato, melhor ainda será se pudermos lhe ajudar com as dicas solicitadas, segue abaixo algumas colocações:

      Em Paso de Los Libres você encontrará cambistas embaixo de uma enorme arvore na margem da estrada logo na entrada da cidade. Ao perceber que se aproxima carro com placa do Brasil, logo cercam e oferecem seus serviços.

      O cambão você pode comprar em uma auto peça que localizada no início do comércio da cidade, está localizada depois dos cambistas, a rua de acesso á cidade leva diretamente a ela (é como se a rua acabasse nela), é a primeira que você encontrará e também a maior, não espere uma cidade com grande comercio de fronteira (como Paraguai), então não adianta procurar muito. Mas atenção, você deve optar por entrar no centro da cidade, atravessando a ponte entre Uruguaiana e Passo de Los Libres, você pode seguir viagem sem efetivamente entrar na cidade Argentina, só precisará entrar se for cambiar ou comprar o cambão (no seu caso!), a entrada e saída é bem fácil é um trajeto bem curto, acontece pela mesma rua e não atrasará nada a viagem. Não esqueça que o comércio lá fecha as 12:00h e reabre as 16:00h, programe-se para chegar lá antes do almoço ou depois das 4 da tarde.

      A cidade de Federal não tem boa estrutura hoteleira, na verdade encontramos dois estabelecimentos, e escolhemos o menos ruim, serviu para descansarmos e seguir viagem, só recomendo ficar lá se você for viajar sem hotel reservado e na passagem resolve que é hora de descansar, foi o que fizemos…por outro lado não nos arrependemos, pois foi nesta cidade que comemos o melhor “churrasco” Argentino da viagem, não chegou a ser uma Parrillada, mas valeu apena e superou todos os outros!, saímos para jantar e encontramos um lugar bem agradável perto do hotel, e nos surpreendemos com o atendimento do restaurante!, outro detalhe e que tanto no hotel quanto no restaurante, não pegavam cartão de crédito, pagamento em dólar ou pesos Argentinos, isso ocorre em quase todos os comércios deste trecho da viagem, depois de Santa Fé isso muda e aceita-se “tarjeta” em praticamente todos os comércios.

      Quanto as estradas deste trecho, a Ruta 117 sai de Passo de Los Libres e leva diretamente a Ruta 14 que por sua vez está em ótimas condições é e duplicada, tome cuidado no cruzamento da Ruta 14 com a 127, neste ponto, você terá que deixar a Ruta 14 e entrar na 127 mas é natural que você queira seguir a diante devido ao traçado da via, quando percebi já havia passado no cruzamento, isso acontece porque a Ruta 14 passa por cima de todo o cruzamento (existe um viaduto/elevado) que faz com que você siga sem perceber, embora venha perceber o erro logo adiante. A Ruta 127 leva diretamente a federal, e está em estado horrível, tome cuidado!

      Não sei se conhece, mas existe um site Argentino, “RUTA 0” (www.ruta0.com), onde é possível traçar rotas, inclusive de outros países, e existe comentários atualizados sobre as condições de cada via, o tipo de pavimento e até dicas de hospedagem, para planejamento da viagem vale a pena olhar lá.

      Espero que sirvam as dicas e se pudermos ajudar em algo, nos contate!

      Desejamos que tenham uma ótima viagem e no retorno nos conte como foi!

      Marcos A. Damiani

      Curtir

  3. Boa tarde! quanto vocês gastaram nessa viagem aproximadamente? eu penso em fazer essa viagem somente eu e mais uma pessoa… queria saber o valor aproximado! obrigada

    Curtir

  4. Olá! Ótimo post. Li tudinho e fiquei imaginando a paisagem…Estamos programando uma viagem assim para dezembro/16 e janeiro/17. Casal e dois filhos. Poderia me passar detalhes dos hotéis onde pernoitaram?

    Curtir

    1. Olá Claudia,

      Que bom que gostou do nosso relato!
      Pelo que entendi, vocês pretendem percorrer o mesmo trajeto que fizemos, certo!? Neste caso, podemos passar os hotéis que ficamos, nas principais cidades e nossa impressão sobre eles. Vou lhe enviar um e-mail com a relação Ok!? Qualquer outra informação que pudermos ajudar, é só nos procurar por aqui, ou responder o e-mail que enviaremos!

      Abraço!

      Marcos Antonio Damiani

      Curtir

      1. Ola! meu nome e marcelo e tbm gostaria de receber este mesmo email. estava fazendo a programação aqui e vi que temos os mesmos roteiros. pretendo ir final do ano agora de 2017. os hotéis iria me ajudar e muito. a principio iria ver hostel, mas hotéis tbm são bem vindos. pretendo fazer a viagem com custo baixo, sempre né. ótimos posts e obrigado. Fica meu email caso possível ajudarmos. assim iremos agradecendo ao longo da viagem.

        Curtir

      2. Olá Marcelo,
        Que bom que gostou do nosso relato, nosso intuito é realmente poder ajudar outros viajantes, conforme nossas experiencias (é claro!). Quando fizer a sua viagem, certamente poderá nos ajudar também nos relatando sua experiencia! Já enviei ao seu e-mail a relação de hotéis que utilizamos neste roteiro, mas acredito que você consiga se virar bem também com hostel naquela região.
        A fase de planejamento é também muito prazerosa, aproveite para ler bastante sobre a região que irá passar, monte seu roteiro, e busque informações com outros viajantes sempre que possível. Desta forma, desejamos a você um bom planejamento e uma ótima viagem!
        Marcos.

        Curtir

  5. Olá Marcos, boa tarde.
    Parabéns pela viagem e pela qualidade do relato!
    Está sendo fundamental para o planejamento da nossa viagem.
    Pretendemos fazer basicamente esse mesmo roteiro saindo no dia 26 de dezembro próximo, eu, minha esposa, minha filha mais nova de 9 anos, a mais velha de 22 anos e seu namorado. Porém, saindo de Paranaguá, onde moramos, passando por Foz do Iguaçu-PR entrando na Argentina por Puerto Iguazú-AR e seguir pela RN-12 devido aos comentários sobre a polícia argentina, mas ainda estamos por definir. Pretendemos ficar apenas duas noites em Mendoza-AR e quatro noites em Santiago no Chile, passando a virada do ano por lá, e no demais seguindo o seu roteiro.
    Se puderes nos enviar os hotéis que vocês ficaram agradecemos muito.
    Grande abraço e mais uma vez parabéns pelo site.

    Curtir

    1. Olá Antonio,
      Que bom que nosso relato está sendo útil para preparar sua viagem. Este roteiro é fantástico e acreditamos que você não terá problemas pelo caminho. Acabamos de enviar as informações dos hotéis solicitadas diretamente para seu e-mail.
      Qualquer outra informação que pudermos ajudar, é só nos procurar por aqui!
      Abraços!

      Curtir

  6. Olá Marcos,
    Também sou de Antônio Carlos, porém moro a 18 anos em Porto Belo.
    Parabéns pela viagem e principalmente pelo relato.
    Já fiz uma rota semelhante, porém de ônibus, agora estou pretendendo fazer essa mesma rota mas de carro próprio.
    Gostaria se possível detalhes dos hotéis onde pernoitaram e mapa dessa rota.
    Abraço e felicidades.

    Curtir

    1. Olá João,
      Que bacana! Estamos apoiando outros colegas daqui da cidade que pretendem também fazer um roteiro semelhante! Vou encaminhar para seu e-mail os hotéis que utilizamos e o link para verificar o mapa do roteiro que fizemos!
      Abraço!
      Marcos

      Curtir

  7. Olá Marcos,
    Parabéns pelo blog riquíssimo em detalhes.
    Eu também quero viajar pela Argentina e Chile com minha esposa no próximo verão e seu trabalho está ajudando muito no nosso planejamento. Mas, e o idioma? Como fica? Vcs mandam bem no espanhol?
    Abraços!

    Sérgio

    Curtir

    1. Olá Sérgio,
      Que bom que gostou do nosso relato e melhor ainda que você está conseguindo utilizá-lo para seu planejamento!
      Quanto ao idioma, o velho e bom “portunhol” caí muito bem, não falávamos espanhol em nossa primeira viagem, mas nos viramos bem e em nada atrapalhou nossa jornada.
      Quando partir em viagem, nos comunique! e depois na volta, conte-nos sua experiencia!
      Abraços,
      Marcos.

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s