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DIÁRIO DA VIAGEM – BRASIL – NOROESTE ARGENTINO

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Roteiro novamente definido, desta vez o objetivo era explorar o Noroeste Argentino, partindo da cidade de Antonio Carlos – SC, região metropolitana de Florianópolis. Saímos no dia 21/12/2015 com o objetivo de passar 4 dias em Foz do Iguaçu e entrar na Argentina por Puerto Iguazu, cidade vizinha e divisa entre os dois países.

O roteiro contemplou, Foz do Iguaçu, a Região das Missões Argentinas, a travessia do interminável Chaco, e as províncias de Salta e Jujuy incluindo as Salinas Grandes e a Cuesta de Lipán.

O resultado foi um prazeroso passeio por regiões encantadoras e de características únicas, o que nos motivou novamente,  relatar esse roteiro contando mais um pouco da nossa experiencia por terras argentinas, agora com cenários e atrativos um pouco diferente da ultima experiencia realizada pela região central do país e lagos andinos.

Nosso carro foi o mesmo da aventura anterior, um J6 da montadora Jac Motors, que respondeu bem aos desafios encontrados pelo caminho, o que desmitifica de certa forma, a ideia de que é necessário um 4×4 para rodar por aquela região. Os ocupantes foram basicamente os mesmos, nossa família! composta por 6 pessoas,  Marcos, Andreia e nossos quatro filhos, Maria Eduarda (14), João Gustavo (11), Gabriel Francisco (8) e Vinícius Otávio (4), rodamos por 13 dias, sendo 4 deles ainda no Brasil e 9 por território argentino.

DIÁRIO DA VIAGEM

1º DIA (21/12/15)- DE ANTONIO CARLOS/SC À FOZ DO IGUAÇU/PR – 932 KM

Este dia foi apenas deslocamentos, escolhemos o trajeto passando por Curitiba, e nos deslocamos pelas BRs 101, 376 e 277, todas pedagiadas. Cruzamos 14 pedágios de Florianópolis a Foz do Iguaçu num custo total de R$ 105, 90, chegamos por volta do meio dia, pois optamos novamente por sair ainda na madrugada. Na cidade ficamos em casa de parentes que temos por lá, também por este motivo optamos por passar o natal na cidade, e até lá, visitamos alguns lugares que ainda não conhecíamos na cidade, apesar de termos visitado inúmeras vezes a região e gostarmos bastante daquele local.

2º DIA (22/12/15)- FOZ DO IGUAÇU – PUERTO IGUAZU (ARGENTINA) – FOZ DO IGUAÇU – 80 KM

Optamos ficar uns dias em Foz e visitarmos as atrações que ainda não conhecíamos, sendo assim no segundo dia, partimos cedo em direção a Argentina para visitar as Cataratas do lado Hermano, paramos um pouco antes da divisa para fazer cambio e obter a carta verde já pensando nos dias que iríamos rodar no pais Argentino, embora naquele dia, voltaríamos para o Brasil.

Aqui já podemos dar uma dica para quem vai entrar na Argentina pela fronteira de Foz do iguaçu, lá a carta verde pode ser obtida bem mais em conta do que com as seguradoras, no nosso caso a economia que tivemos foi de 70% para um período de 30 dias. No mesmo local também fizemos um bom câmbio, estas informações buscamos ainda antes de sair da nossa cidade, por isso deixamos para obter este documento lá!

Fomos com a intensão de visitar as Cataratas do Iguaçu, o lado brasileiro já conhecemos bem, mas do lado Argentino foi a primeira vez que visitamos.

Os dois lados são encantadores e merecem ser visitados (e como merecem!!!). Diferente do lado brasileiro, onde você acessa o parque e  ônibus panorâmicos te levam até o ponto onde encontram-se a trilha para visitar as quedas, no lado Argentino,  o turista toma “trenzinhos” que levam a um ponto onde é possível optar pelos circuitos possíveis de serem feitos, cada um dando ao turista opções de vistas diferentes da mesma atração, o Circuito inferior aproxima o turista a partir da “base” ou de frente paras as diversas quedas. Já o Circuito Superior dá a opção de percorrer trilhas sobre as quedas, aqui você atravessa passarelas “vazadas” enquanto vê as águas logo abaixo de seus pés.

A entrada em dezembro de 2016 seguiu a tabela abaixo:

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Estacionamento AR$ 70,00 , e para residentes no Mercosul, adultos pagam AR$200,00 e crianças AR$50,00, o pagamento somente em pesos! não se aceita outra moeda, por isso é importante fazer o cambio antes de cruzar a fronteira.

Pagando a entrada, a exemplo do lado brasileiro, você está “liberado” para explorar o parque, optando por um das circuitos, e visitando todo o local como preferir, assim como no lado brasileiro, existe ainda as opções do Macuco Safari, que leva o turista a navegar bem próximo as quadas e passeios de Helicópteros que são pagos a parte. .

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No lado Argentino, as passarelas proporcionam maior proximidade ao rio e as quedas!

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Nossa intenção é falar aqui no Blog de cada atração e lugares que passamos em posts separados e especiais, então vamos deixar os mínimos detalhes para outra essa outra epata que queremos implantar!

Saímos do parque depois de um dia muito agradável, com sol, e com a sensação de redescobrir as Cataratas, por isso recomendamos á quem só conhece o lado brasileiro, refazer o passeio pelo lado argentino, vale muito a pena. Mas atenção! não estamos emitindo juízo de valor, nem optando por um ou outro lado, os dois tem seus encantos e o objetivo é o mesmo, visitar esta maravilha que é o Parque do Iguaçu e suas quedas.

Como saímos por volta das três horas da tarde, resolvemos visitar o Marco das Três Fronteiras do lado argentino, que fica um pouco antes da fronteira, essa é uma das vantagens de se viajar de carro, vamos moldando o roteiro conforme as circunstâncias, estávamos passando, vimos a placa, lembramos da atração é… fomos até lá!

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Deste ponto é possível avistar a partir de terras argentinas, as terras brasileiras e paraguaias, existe um marco como este também no Brasil e Paraguai, cada qual ostentando as cores do seu país, e os três são visíveis entre si. Neste ponto também, em qualquer dos três marcos, você pode visualizar o encontro dos rios Iguaçu e Paraná. Não há cancelas ou entrada, você chega estaciona o carro e visita, sem taxa alguma.

Voltando ao Brasil, procuramos também acessar o marco das três fronteiras no lado brasileiro, mas estava em manutenção, com a promessa de reabrir com uma estrutura adequada ao turismo. Ficamos sabendo que reinauguração seria em poucos dias, ainda Continuar lendo DIÁRIO DA VIAGEM – BRASIL – NOROESTE ARGENTINO

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EXPLORANDO AS PROVÍNCIAS DE SALTA E JUJUY NA ARGENTINA

SALTA E JUJUY – NOROESTE ARGENTINO

O Noroeste Argentino é repleto de montanhas que se erguem em meio a paisagem árida e se destacam por suas cores, a região é formada pelas províncias de Jujuy, La Rioja, Salta, Catamarca, Santiago del Estero e Tucumán, cada uma com seus encantos e atrações particularmente atrativas.

No final de 2015 e Janeiro de 2016, colocamos novamente nosso carro na estrada, partindo da região de Florianópolis – SC, e percorremos duas das principais províncias, Salta e Jujuy, situadas mais ao norte, onde estão localizadas cidades históricas, tombadas pelo patrimônio da Unesco e abrigam algumas das principais atrações da região. A região nos agradou tanto, que pretendemos retornar ao local e completar este maravilhoso passeio, incluindo as outras províncias não visitadas, por enquanto falaremos destas duas províncias que já vale a visita e justifica bem os km’s rodados.

PROVÍNCIA DE SALTA

A nossa porta de entrada para o nororeste argentino foi a cidade de Salta, capital da província de mesmo nome, Salta é uma espécie de oásis da região. É a maior cidade da localidade, sua população ultrapassa os 460.000 habitantes, seu nome tem origem indígena e segundo histórias locais, deriva da palavra “sagta” que significa “a hermosa” e com o passar do tempo passou a chamar-se Salta, hoje apelidada entre os Argentinos como “la linda”.  Salta – A Hermosa – La Linda, seja lá como for chamada, a cidade é realmente agradável, tem atrações para todos os gostos, abriga museus únicos, tem um centro histórico muito bem conservado onde conventos e prédios do século XVII, convivem em boa harmonia com as edificações atuais, realmente e muito agradável andar pelo centro da cidade.

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Conforme o centro de informações turísticas do local, a cidade é uma das mais bem conservadas da época da colonização do país argentino, é a única que mantém o traçado original intacto, apresenta ainda prédios da época que foram mantidos e restaurados e agora abrigam museus, órgãos públicos e  formam os pontos turístico mais visitados pelos turistas que usam a cidade como base para explorar, principalmente, o norte argentino.

Dos museus existentes na cidade de Salta, sem sombra de dúvidas o mais impressionante é o MAAM – Museu de Altitude de Alta Montanha onde estão expostas as múmias das crianças incas, também chamada de múmias de Salta, trata-se das mais bem conservadas múmias já encontradas, cada dia uma das três múmias é selecionada para ser exposta, já na entrada do museu encontra-se uma indicação de qual delas está em exposição no dia. Além da exposição das múmias, o museu trás informações das escavações efetuadas na região e encontra-se exposto equipamentos utilizado por arqueólogos e paleontólogos durante os anos de exploração e também diversos materiais encontrados nos trabalhos efetuados, todos referente aos habitantes que por ali viveram nas mais elevadas altitudes em épocas remotas.

Além dos museus, centro histórico e uma belíssima cidade para percorrer a pé, Salta apresenta atrações como um teleférico onde é possível ter uma belíssima visão de toda a cidade, igrejas antigas, praças aconchegantes e restaurantes de comidas típicas.

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A cidade de Salta pode ser utilizada para explorar a província toda, de lá, é possível acessar todas as outras regiões da província com fácil acesso e uma excelente estrutura.

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Em nossa viagem, foi isso que fizemos! ficamos em Salta e de lá, percorremos toda a região, um pouco porque chegamos na região de baixo de um forte temporal, e não sabíamos ao certo qual local poderíamos visitar, devido aos acesso em rípio de alguns pontos turísticos. Após buscarmos informações, fomos informados pela defesa civil da província, que alguns lugares, caso continuasse chovendo por mais um dia, provavelmente bloquearia os acessos, então resolvemos acordar todos os dias em Salta, nos informarmos com a defesa civil local, e decidir o que fazer dia a dia, funcionou bem para nós! não ficamos preso em lugar nenhum, mas deixamos de visitar alguns pouquíssimos locais devido as chuvas que atingiam a região. O mais impressionante é que todos os viajantes comentam que a região é tão desértica, que tem impressão que não chove nunca por lá…pois é…

De Salta, fomos a Cafayate, e como o caminho entre as duas cidades convida a diversas paradas, devido a impressionante paisagem, levamos quase 4 horas para percorrer os cerca de 200 km que as separa, mas não tem como ser de outra forma, só este trajeto, já vale a visita a região. Neste caminho você pode visitar as quebradas de Concha, o Anfiteatro Natural, outro local chamado de Garganta do diabo, além de diversos locais de parada obrigatória para admirar e fotografar a região. Então podemos dizer que o caminho até salta já vale como passeio e a visita a cidade de Cafayate fica para apreciar as vinícolas famosas na região e de reconhecimento internacional. Cafayate abriga as mais famosas vinícolas da região norte e noroeste argentino, lá também é possível visitar o museu do vinho.

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Nossa programação era voltar por um caminho diferente do que aquele percorrido na ida, mas fomos informados no museu do vinho que se chovesse o que estava prometendo para aquela tarde, provavelmente ficaríamos pelo caminho, devido aos rios que cruzam as estradas locais, e segundo os moradores locais, “cresce” sobre a estrada em épocas de grande chuvas, então voltamos pelo mesmo caminho e com isso deixamos de visitar locais famosos e que estavam entre nossas intenções como o Parque Nacional Los Cordones e Pueblo de Quilmes. Mas também com isso, deixamos um gostinho (vontade!) de que logo retornaremos.

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As principais cidades que visitamos na província de Salta, foram Salta – capital e Cafayate, mas entre estas visitamos diversos outros povoados que não temos como nomear, mas vale dizer que fazendo este roteiro entre estas cidades, é possível explorar bem esta parte da maravilhosa província!

PROVÍNCIA DE JUJUY

Localizada mais ao norte Argentino, Jujuy, assim como Salta, apresenta entre os povoados existentes pelo caminho, uma paisagem incrível, ou seja, se deslocando entre uma cidade e outra, você se “obriga” a parar diversas vezes para fotografar e admirar a região, por lá você estará rodando próximo aos 2.000 MSM, as paisagens são de altitudes e as montanhas tomam as mais diversas e formas e cores possíveis.

Saindo de Salta bem cedo, você aproveitará bem o trajeto, conseguirá visitar a cidade de San Salvador de Jujuy – capital da província –  e ainda seguir viagem até a cidade de Humahuaca, que é um ótimo local para utilizar de base na exploração das cidades mais ao norte, nem falamos pela estrutura, pois a cidade não é de grande porte, na verdade é mais um povoado do que uma cidade propriamente dita, mas isso de forma alguma diminui o local, tem vários hostel’s bastante acolhedores e identificamos pelo menos um hotel de  maior estrutura.

Esse trajeto também é caminho para a Bolívia, e existe ainda outras cidades e povoados que vale a pena ser visitados indo ao extremo norte da Argentina próximo a divisa com a Bolívia. No caso de nossa viagem, fomos até cidade de Humahuaca, visitamos as Quebradas e a cidade de mesmo nome e após uma noite no Hostel Humahuaca, retornamos no mesmo caminho de ida, seguindo viagem em direção a cidade de Tilcara, visitamos a cidade e seus atrativos, não pudemos conhecer as ruínas de Pucará de Tilcara, o local estava fechado, achamos que era por ser dia 31 de dezembro… e sem conhecer o principal atrativo da cidade, rodamos pela localidade e ainda sobrou tempo para rodarmos por outros povoados locais.

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Como lugares para visitar é o que não falta na região, não se preocupe se algum atrativo estiver fechado, não tenha dúvida, siga à diante que a próxima etapa da viagem certamente lhe deixará igualmente impressionado. Não muito longe de Humahuaca e Tilcara está a cidade de Purmamarca, onde localiza-se o Cerro de las Siete Colores, uma formação rochosa colorida que pode ser observada de alguns mirantes naturais da pequena cidade bem como pode-se percorrer as montanhas em um percurso meio longo, mas bem fácil, possível de ser feito com as crianças.

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Se você foi até Humauaca, retornou a Tilcara e chegou a Purmamarca, não deve finalizar a viagem aqui! vá adiante, e você terá o melhore cenário da viagem. Seguindo a partir de Purmamarca, você percorrerá um caminho chamado de Costa de Lipan, este trajeto o levará a lugares como Susques, Santo Antonio de Los Cobres, Salinas Grandes e ao deserto do Atacama, localizado no pais vizinho, Chile.

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A nossa viagem estava programada para irmos até as Salinas grandes, e assim fizemos, não arriscamos Santo Antonio de los Cobres, pelas intensas chuvas que havíamos pego nos dias anteriores, e retornamos a partir das Salinas, percorrendo todo o caminho de volta, cruzando novamente as províncias de Jujuy e daí de volta ao Brasil.

Uma particularidade interessante da região é que de todos os lugares que rodamos e visitamos, somente em Salta nos museus e no teleférico, pagamos ingressos, como as outras atrações são a céu aberto, como as Quebradas de las Conhas, Quebradas de Humauaca, o Anfiteatro, A Garganta do Diabo, o Cerro de las Site Colores e o passeio nas suas montanhas, as Salinas Grandes, entre outros tantos lugares que passamos, como não estão inseridos em parque e não contam com portarias ou guias, não tem cobranças de acesso! As atrações que não conseguimos visitar como Pueblo de Quilmes e Pucará de Tilcara, sabemos que tem taxa de entrada, mas não sabemos dizer quanto, pois um não tivemos condições de acessar devido as chuvas e o outro estava fechada na ocasião que visitamos.

Se você se empolgou em conhecer a região, fique atento que iremos falando de cada cidade e trajeto percorrido em breve nos próximos posts, conforme a particularidade que cada local exige, incluindo os custos das atrações e distâncias percorridas entre as localidades e falando um pouco também dos lugares que utilizamos como hospedagem.

DOCUMENTAÇÃO

DOCUMENTAÇÃO PARA VIAJAR DE CARRO PELA ARGENTINA E CHILE

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Falarei um pouco sobre a documentação necessária para viajar de carro pela Argentina e Chile.

Alguns documentos, pessoais e do veículo, são necessários para percorrer outros países de carro, falarei aqui, por enquanto, somente da Argentina e Chile, países que rodamos com nosso veículo por mais de uma vez e já estamos acostumados a providenciar a documentação .

Primeiramente, é importante dizer que esta documentação realmente é exigida, embora algumas vezes não é solicitada nas abordagens, ela é obrigatória! e sua necessidade pode ser verificada em uma simples consulta aos consulados e embaixadas dos países a serem visitados. Mas afirmamos a necessidade dela, por constatação e experiência própria, pois fomos parados algumas vezes e raramente não foi solicitada, se não a tivéssemos, teríamos certamente sérios transtornos. É bom deixar claro a necessidade, pelo fato da especulação de que esta documentação não é exigida, alguns viajantes vão para argentina, e relatam que nada ocorreu, que não foi parado por policial e nem foi solicitado na aduana, ou se foi parado não foi pedido documentação alguma, além do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo – CRLV em ordem, isso pode encorajar outros a tentar a sorte e por consequência ter uma grande dor de cabeça, podendo prejudicar a tão sonhada viajem pelos países vizinhos. Por tanto a recomendação é se preparar seguir as dicas, procurar os órgãos competentes e correr atrás  para deixar tudo em ordem antes de partir!

Leia aqui algumas dicas e confira a documentação para viajar de carro pela Argentina e Chile

NOROESTE ARGENTINO

NOROESTE ARGENTINO 2015/16

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Em dezembro de 2015, partimos para mais uma viagem de carro, desta vez somente Argentina, incluindo um pouquinho de Foz do Iguaçu e suas belezas naturais. Rodamos 6053 km e visitamos os principais pontos turísticos do Noroeste Argentino, além de vários outros locais por onde conseguimos fazer nosso carro chegar!

Partimos da cidade de Antônio Carlos (onde moramos) em Santa Catarina, rodamos 930 km em direção a cidade de Foz do Iguaçu no Paraná, e de lá entrarmos na Argentina rumo ao noroeste do pais.

Em Foz do IgIMG_20160213_122444[1]uaçu, desta vez, visitamos somente o Parque da Aves e utilizamos a cidade como base para explorar Puerto Iguazu e as Cataratas Argentinas. Já tivemos a oportunidade de visitar a cidade por outras vezes e conhecemos bem as atrações do local, mas faltava o parque das aves, que agora tivemos a oportunidade de visitar.

De Foz do IguaçuIMG_20160228_113237[1], partimos para a cidade de Presidência Roque Saenz Pena – AR  rodando 810 km. A cidade fica a meio caminho entre Foz e Salta (mais ou menos né!), mas antes paramos para visitar as ruínas das Missões Jesuíticas Guarani. A cidade de San Ignacio fica á 250 km de foz, e é possível visitar as ruínas com uma ou duas horas de passeio, sem a necessidade de dormir na cidade.

Presidência Roque Saenz Pena é a cidade ideal para pernoitar no caminho, tem uma certa estrutura de hotéis, restaurantes, lanchonetes, mercados, fica no meio do Chaco Argentino e parando ali para uma noite de sono, quebra um pouco a sensação das retas intermináveis existentes naquela região.

Rodamos mais 650 km e chegamos a cidade de Salta capital da província de mesmo nome. Chegamos cedo com tempo ainda para andar pelo centro da cidade.

IMG_20160227_205936[1]Em salta visitamos o centro histórico, museus, rodamos muito pela região fomos a Cafayate,visitamos algumas vinícolas e fomos mais a norte do pais em direção a cidade de Humahuaca.

De salta a Cafayate são 200 km de estradas sinuosas e montanhas, as paradas são muitas pois o local é fantástico! Em Cafayate além das vinícolas, você ainda pode visitar um anfiteatro natural, as quebradas de Concha, e passando um pouco da cidade pode-se visitar as Ruínas de Quilmes.

De Salta aIMG_20160216_180136[1] Humahuaca são 250 km, fomos direto, passando por cidades como San Salvador de Jujuy – capital da província de Jujuy – e Tilcara, entre outros povoados que encontram-se pelo caminho. Não paramos em nenhuma delas, deixando as visitas para o retorno, uma vez que se volta pelo mesmo local, ou vai-se direto a Bolívia, como este não era nosso objetivo (nesta viagem!), voltamos visitando as cidades e localidades no retorno. O caminho novamente impressiona e fomos parando conforme a paisagem convidava.

Dormimos uma só noite em Humahuaca, como saímos cedo de Salta, chegamos também cedo na cidade com tempo para visitá-la completamente no mesmo dia. Saímos no outro dia de manhã, e fomos visitando as cidades que na ida apenas havíamos cruzado. Em Tilcara, tivemos uma decepção, estava fechada para visitação as Ruínas de Tilcara de Pulcara, uma das prinicpais atrações de local. Mas gostamos da cidade e foi nosso primeiro contato com as lhamas, animais típicos da região. Lá tem um curral destes animais e é possível passear com elas, com guias em uma espécie de comboio (mas não fizemos este passeio!).

De Tilcara, fomosIMG_20160223_172318[1] á cidade de Purmamarca onde fica o Cerro Siete Colores, visitamos a cidade e partimos para Costa de Lipán, atingimos a altitude de 4.170 metros acima do mar, descemos e chegamos as famosas Salinas Grandes. Fizemos um passeio guiado, com nosso próprio carro pelo salar, que por sinal valeu muito o investimento (não foi muito!). Somente com este passeio guiado é possível chegar aos “ojos del salar” com segurança. Fomos muito bem guaiados e as explicações também valem a pena, são todos guias locais, moradores da região em um projeto de inserção dos moradores dos povoados e cidades com o turismo e seu retorno financeiro, em uma espécie de cooperativa.

IMG_20160208_173251[1]Resumidamente, assim foi nosso passeio pelo noroeste Argentino, mas como nem tudo é possível contar a partir de um resumo, vamos falando de cada cidade que passamos e suas particularidades, o que encontramos, as atrações, as estradas e rutas Argentinas, valores investidos, e investimentos para visitar cada atração turística, em posts separadamente.

Estaremos postando periodicamente informações de cada cidade e o roteiro completo que fizemos! esperamos que gostem, e que as informações sejam uteis, principalmente se você pretende passar por um destes lugares. Até logo!!!!

 

RESUMO DA VIAGEM DE CARRO BRASIL/ARGENTINA/CHILE

Este é um resumo da viagem que fizemos pela Argentina e Chile partindo da cidade de Antonio Carlos na Região da grande Florianópolis-SC. Para ver o roteiro completo e o diário da viagem, leia o post ARGENTINA E CHILE DE CARRO.

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Nosso carro nesta aventura foi um J6 da Jac Motors 2012, é o carro da família o mesmo que utilizamos no dia a dia em nossas atividades na cidade, tem capacidade para sete passageiros e viajamos lotado com um bagageiro externo.

Saímos da cidade Antonio Carlos – SC, na madrugada do dia 19/12/2014, optamos por este horário, pois sabíamos que seria o trecho mais monótono da viagem e as crianças o fariam dormindo, ou pelo menos parte dele, assim foi possível ganhar terreno ainda no Brasil, e deixamos as várias paradas (necessárias para quem viaja com crianças) já em terras Argentinas.

Nosso roteiro foi traçado para cruzarmos a fronteira entre Brasil e Argentina por Uruguaiana no Rio Grande do Sul que faz divisa com a cidade de Paso de los Llibres, cidade da Aduana do país vizinho. Fomos em direção a cidade de Mendoza na Argentina e de lá seguimos rumo ao Chile cruzando a fronteira pelas cordilheiras dos Andes no complexo fronteirístico Los Libertadores. Da capital Chilena, descemos ao sul do Chile até a região dos lagos Chilenos onde cruzamos novamente a fronteira pelas cordilheiras voltando a Argentina pelo Paso C. Samoré, que leva diretamente a cidade de Villa la Angostura e depois a Bariloche. De Bariloche iniciamos o caminho de volta passando por Neuquén e de lá diretamente a Paso de los Libres, chegando a Uruguaiana no Brasil, passando por Porto Alegre , Florianópolis e de volta a casa em Antonio Carlos-SC.

Percorremos um total de 8907 km bem rodados, partindo do Brasil, cruzando a Argentina no sentido Leste-Oeste, o Chile no sentido Norte-Sul (da capital a região dos lagos) e novamente a Argentina no sentido Sul-Nordeste. Ficamos 3 noites em cada principal cidade. Conhecemos  as Cidades de Mendoza, Villa la Angostura e Bariloche na Argentina e visitamos várias outras. No Chile conhecemos as cidades de Santiago, Puerto Montt, Puerto Varas, Frutillar, Puerto Octai, Osorno, e muitos outros lugares da Região dos Lagos.

Fizemos o percurso inteiro em 16 dias, os viajantes foram  Marcos e Andreia, nossos filhos Maria Eduarda, João Gustavo, Gabriel Francisco, Vinícius Otávio e a tia Elizete (irmã de Marcos).

O diário da viagem é possível conferir no post ARGENTINA E CHILE DE CARRO, a documentação necessária, os tramites e os preparativos, colocaremos em post separado assim como o trajeto completo que fizemos.

ARGENTINA E CHILE DE CARRO EM 16 DIAS

Este é o relato de nossa primeira viagem de carro pela Argentina e Chile, partindo da cidade de Antonio Carlos, na região da grande Florianópolis-SC.

Algum lugar entre Mendoza e Aconcagua

Como podem ver na foto acima, somos uma família de seis pessoas, temos quatro filhos, então carro cheio e bagageiro lotado!

É claro que isso não impediu nada, somente exigiu um pouco mais de planejamento. Alias o carro tem capacidade para sete pessoas, e de ultima hora, arrumamos mais um passageiro para ocupar o lugar vago…

Sim, fomos em sete pessoas em um carro de sete lugares com bagageiro lotado em uma viagem longa e com quatro crianças! Dos mais próximos ouvimos que seria loucura, por isso resolvemos relatar tudo que vivemos nestes dias de viagem, dias que já deixam saudades…

O  ROTEIRO

O Roteiro que escolhemos foi para conhecermos as cidades de Mendoza e Bariloche na Argentina, e Santiago, Puerto Varas, Puerto Montt, Frutillar e vulcão Osorno  no Chile, porém sabíamos que em todo o caminho iríamos conhecendo outros locais e cidades, o que realmente aconteceu e valeu muito a pena.

Confira o Roteiro que planejamos, houve algumas mudanças na volta, mas basicamente permaneceu o mesmo deslocamento previsto.

O RELATO

Optamos por relatar em forma de diário o que vivemos nestes 16 dias de viagem! Levamos em consideração aquilo que achamos  importante conhecer para quem viaja de carro nos locais onde passamos, incluindo as falhas, erros e acertos. Paramos e pensamos naquilo que gostaríamos de ter lido antes de partir, mas é importante dizer que lemos muito durante os preparativos. Depois de decidir viajar de carro e traçar o roteiro, começamos a buscar informações de pessoas que já tem esta experiência, encontramos muitos e praticamente todos nos foram muito uteis, por isso se você está lendo este post, é porque gosta deste tipo de viagem ou está querendo fazer a sua própria, neste caso aproveite a leitura e extraia dela o máximo de informações e se necessário entre em contato

O DIÁRIO

1º DIA – 19 de Dezembro de 2014 – Sexta feira (DE ANTONIO CARLOS-SC A FEDERAL-AR) – 1340 KM

Toda a documentação conferida (confira aqui a documentação necessária), embarcamos as 2:00h da manhã na cidade de Antonio Carlos – SC e seguimos rumo a Porto Alegre – RS a distancia é de apenas 470 km então chegamos ainda com o amanhecer do dia, era aproximadamente 6:30h da manhã. Neste trajeto, apenas dois pedágios, um na cidade de Palhoça-SC ainda próximo de casa e outro na Free Way pouco antes de Porto Alegre.

Animados, tocamos os outros 640 km previstos e adentramos na Argentina ainda no mesmo dia, chegamos em Uruguaiana-RS as 14:00h, e fizemos os tramites de aduana muito rápido, em menos de 30 minutos, isso levando em consideração que estávamos em sete pessoas. Os trâmites de entrada são simples, na aduana brasileira passa-se direto e para-se já no lado Argentino na aduana da cidade de Paso de los Libres.

O trâmite na verdade é passar pela imigração para registrar a entrada das pessoas e veículo e depois pela polícia para fiscalização, o que nem sempre ocorre no caso da Argentina. Neste caso, preenchemos a documentação que é um formulário de meia página com seus dados pessoais, apresentação do documento de identidade (com menos de 10 anos de emissão) ou passaporte válido. A ficha de imigração do proprietário do veículo vai carimbada “com veiculo”. Vale a pena dizer que fomos muito bem tratados e orientados.

Feito os trâmites e estando tudo certo, fomos comprar o “cambão” em Paso de los Libres, esse equipamento utilizado para rebocar outros veículos é exigência do código de transito Argentino. Acontece que não sabíamos que o comércio na argentina fecha as 13:00h e retorna as 16:00h, isso no horário argentino, que no verão é uma hora a menos que no Brasil. Portanto entramos na Argentina por volta das 14:30h do Brasil e tivemos que esperar até as 17:00h Brasileira para comprar o cambão, que lá chamam de “quarta”…

Enquanto esperávamos, resolvemos fazer o cambio, este também é assunto para um outro post que faremos separado, mas já adianto que não se deve fazer o cambio para pesos Argentinos aqui no Brasil, ou leva-se dólares, ou reais para cambiar lá. No nosso caso levamos os dois, no Brasil a cotação era 8,5 pesos para 1 dólar, cambiamos 1 dólar por 12,50 pesos em Paso de los Libres e melhor ainda em Bariloche, mas como disse este é assunto para outro post.

O único comércio aberto na cidade eram os postos de combustíveis, alguns até tinham o cambão, mas era na conveniência do posto, que acredite, também fecha das 13:00 as 16:00, e vende-se apenas o combustível neste horário… lá respeita-se o horário comercial. Portanto esperamos uma loja de auto peças abrir e fomos comprar o cambão, a atendente me perguntou se seria somente a “quarta”, disse que sim, me pediu também qual seria o destino da viagem, disse que estava indo direto a Mendoza, Ela então me perguntou: para ir a Mendoza você passará pela província de Entre Rios, correto? respondi que sim, então me orientou a levar um colete refletivo e uma espécie de lençol branco que chamam de mortalha, e ainda completou, sabemos que não é exigência mas a polícia Caminera de Entre Rios, certamente irá cobrar. Já sabia disso, pois havia lido em comentário de outros viajantes, mas como também sabia que não iria escapar da propina, não estava levando. Pensamos melhor e resolvemos levar tudo o que ela sugeriu, mesmo porque a compra toda fechou em 96,00 pesos argentinos, isso tudo deu R$ 25,00 isso mesmo, 25 reais… no Brasil na região de Florianópolis não encontrei o cambão por menos de 200,00 R$, é claro que a qualidade era bem melhor, mas o que comprei é exatamente o que eles utilizam lá, é pratico, retrátil, não ocupa espaço e deve ser útil também… saímos enfim de Paso de los Libres e fomos em direção a  Mendoza, rodamos mais 230 km e paramos na cidade de Federal – AR por volta das 20:00h para jantar e dormir, foi um hotel de passagem bem humilde, mas serviu para descansar e continuar a viagem. Bom faltou dizer que realmente encontramos a polícia caminera várias vezes, a primeira parada não olharam nada, nem mesmo documentos, somente pediram uma ajuda de qualquer quantia, que no nosso caso foi de 10 reais e nos desejaram uma ótima viagem! de forma alguma concordamos em pagar propinas, mas naquele momento foi inevitável, não encontraram nada de errado, somente pediram, e ficamos com medo de logo na frente enfrentarmos algum problema, caso não quiséssemos colaborar. Em menos de 15 km, nos pararam novamente, desta vez somente documentação, e nos liberaram.

Fronteira Brasil-Argentina - Uruguaiana - Paso de los libres
DIVISA BRASIL/ARGENTINA – URUGUAIANA/PASO DE LOS LIBRES

2º DIA – 20 de Dezembro de 2014 – Sábado

(DE FEDERAL-AR A MENDOZA-AR) – 1240 KM

Saímos da cidade de Federal por volta das 6:00h e seguimos viagem. No dia anterior nosso GPS havia nos abandonado, então compramos um mapa em um posto de combustível e nos orientamos por ele, risquei no mapa o trajeto e seguimos tranquilo. Outro detalhe é que sempre ouvimos que as estradas da Argentina são um espetáculo, entre outros elogios, mas pegamos um trecho de Cuatro Bocas até Federal que estava horrível, é uma estrada pavimentada em concreto, mas as placas estão deslocadas e bastante comprometidas com verdadeiros buracos, houve uma tentativa de recuperação com pavimento asfáltico, mas ficou um pouco pior. Seguimos viagem já no dia 20 de dezembro, tocamos rumo a cidade de Paraná, onde cruzamos um túnel subaquático, é uma cidade de grande porte ideal para abastecer o carro e as necessidades dos ocupantes do veículo. Cruzamos Santa Fé, outro grande centro e chegamos a cidade de São Francisco onde mudamos de direção em sentido a Villa Maria. Para quem vai passar em Córdoba, segue-se direto, estávamos na Ruta 19 e entramos na 158 que nos levou a Rio Cuarto passando por Villa Maria, mas o trecho entre São Francisco e Villa Maria, novamente está tão ruim que precisei trocar um pneu, sorte que foi entrando em Villa Maria, onde aprendi que borracharia é gomeria na terra dos Hermanos. Pneu concertado, e sem danos na roda, tocamos viagem até Rio Cuarto e dai em diante, auto estradas pedagiadas em excelente estado e com limite de velocidade de 120 km/h. A viagem foi tranquila e chegamos a província de Mendoza por volta das 17:30h daí até a capital de mesmo nome seriam apenas mais 150 km.

CHEGADA A PROVINCIA DE MEDNOZA
CHEGADA A PROVINCIA DE MENDOZA

Logo na chegada da província, um pedágio de 20,00 pesos, que na verdade é um controle sanitário, nos pararam e verificaram se havia alguma fruta e nos liberaram na sequência. Chegamos a cidade de Mendoza por volta das 18:30h, fizemos o check in no hotel e saímos para jantar, neste momento descobrimos que estava muito frio por lá.

3º DIA – 21 de Dezembro de 2014 – Domingo

Mendoza é uma cidade surpreendente, nenhuma agencia de viagens, nem site e nem mesmo os comentários dos viajantes, fazem jus ao que realmente a cidade oferece. Esperávamos uma cidade pequena provinciana, poucas atrações, mas realmente vale a pena gastar pelo menos de dois a três dias (bem cheios…) para conhecer as belezas da cidade isso se você estiver em um roteiro de passagem, porque já justificaria uma ida somente a esta cidade, e ai sim, reservando um tempo maior para conhecer os arredores, como por exemplo o parque provincial do Aconcágua.

Em um dia percorremos o centro da cidade á pé, conhecemos as principais praças  e fizemos um city tour, pode parecer estranho fazer um city tour quando se está viajando de carro, mas como fomos surpreendidos pela cidade, resolvemos percorre-la desta forma e depois voltar aos locais de maior interesse. Funcionou!

Em Mendoza há 5 praças que formam o centro da cidade, todas elas ocupam uma quadra inteira. a Plaza da Independência é a central e também a maior de todas, as outras 4 estão a pelo menos dois quarteirões desta principal. Para quem ficar no centro da cidade vale a pena percorrer todas a pé, aliás recomendamos esta localização para hospedagem, realmente vale muito a pena!. Depois do city tour e das praças fomos visitar um aquário e um serpentário encerrando o dia de volta ao hotel por volta das 20:30h. Continuar lendo ARGENTINA E CHILE DE CARRO EM 16 DIAS