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DIÁRIO DA VIAGEM – BRASIL – NOROESTE ARGENTINO

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Roteiro novamente definido, desta vez o objetivo era explorar o Noroeste Argentino, partindo da cidade de Antonio Carlos – SC, região metropolitana de Florianópolis. Saímos no dia 21/12/2015 com o objetivo de passar 4 dias em Foz do Iguaçu e entrar na Argentina por Puerto Iguazu, cidade vizinha e divisa entre os dois países.

O roteiro contemplou, Foz do Iguaçu, a Região das Missões Argentinas, a travessia do interminável Chaco, e as províncias de Salta e Jujuy incluindo as Salinas Grandes e a Cuesta de Lipán.

O resultado foi um prazeroso passeio por regiões encantadoras e de características únicas, o que nos motivou novamente,  relatar esse roteiro contando mais um pouco da nossa experiencia por terras argentinas, agora com cenários e atrativos um pouco diferente da ultima experiencia realizada pela região central do país e lagos andinos.

Nosso carro foi o mesmo da aventura anterior, um J6 da montadora Jac Motors, que respondeu bem aos desafios encontrados pelo caminho, o que desmitifica de certa forma, a ideia de que é necessário um 4×4 para rodar por aquela região. Os ocupantes foram basicamente os mesmos, nossa família! composta por 6 pessoas,  Marcos, Andreia e nossos quatro filhos, Maria Eduarda (14), João Gustavo (11), Gabriel Francisco (8) e Vinícius Otávio (4), rodamos por 13 dias, sendo 4 deles ainda no Brasil e 9 por território argentino.

DIÁRIO DA VIAGEM

1º DIA (21/12/15)- DE ANTONIO CARLOS/SC À FOZ DO IGUAÇU/PR – 932 KM

Este dia foi apenas deslocamentos, escolhemos o trajeto passando por Curitiba, e nos deslocamos pelas BRs 101, 376 e 277, todas pedagiadas. Cruzamos 14 pedágios de Florianópolis a Foz do Iguaçu num custo total de R$ 105, 90, chegamos por volta do meio dia, pois optamos novamente por sair ainda na madrugada. Na cidade ficamos em casa de parentes que temos por lá, também por este motivo optamos por passar o natal na cidade, e até lá, visitamos alguns lugares que ainda não conhecíamos na cidade, apesar de termos visitado inúmeras vezes a região e gostarmos bastante daquele local.

2º DIA (22/12/15)- FOZ DO IGUAÇU – PUERTO IGUAZU (ARGENTINA) – FOZ DO IGUAÇU – 80 KM

Optamos ficar uns dias em Foz e visitarmos as atrações que ainda não conhecíamos, sendo assim no segundo dia, partimos cedo em direção a Argentina para visitar as Cataratas do lado Hermano, paramos um pouco antes da divisa para fazer cambio e obter a carta verde já pensando nos dias que iríamos rodar no pais Argentino, embora naquele dia, voltaríamos para o Brasil.

Aqui já podemos dar uma dica para quem vai entrar na Argentina pela fronteira de Foz do iguaçu, lá a carta verde pode ser obtida bem mais em conta do que com as seguradoras, no nosso caso a economia que tivemos foi de 70% para um período de 30 dias. No mesmo local também fizemos um bom câmbio, estas informações buscamos ainda antes de sair da nossa cidade, por isso deixamos para obter este documento lá!

Fomos com a intensão de visitar as Cataratas do Iguaçu, o lado brasileiro já conhecemos bem, mas do lado Argentino foi a primeira vez que visitamos.

Os dois lados são encantadores e merecem ser visitados (e como merecem!!!). Diferente do lado brasileiro, onde você acessa o parque e  ônibus panorâmicos te levam até o ponto onde encontram-se a trilha para visitar as quedas, no lado Argentino,  o turista toma “trenzinhos” que levam a um ponto onde é possível optar pelos circuitos possíveis de serem feitos, cada um dando ao turista opções de vistas diferentes da mesma atração, o Circuito inferior aproxima o turista a partir da “base” ou de frente paras as diversas quedas. Já o Circuito Superior dá a opção de percorrer trilhas sobre as quedas, aqui você atravessa passarelas “vazadas” enquanto vê as águas logo abaixo de seus pés.

A entrada em dezembro de 2016 seguiu a tabela abaixo:

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Estacionamento AR$ 70,00 , e para residentes no Mercosul, adultos pagam AR$200,00 e crianças AR$50,00, o pagamento somente em pesos! não se aceita outra moeda, por isso é importante fazer o cambio antes de cruzar a fronteira.

Pagando a entrada, a exemplo do lado brasileiro, você está “liberado” para explorar o parque, optando por um das circuitos, e visitando todo o local como preferir, assim como no lado brasileiro, existe ainda as opções do Macuco Safari, que leva o turista a navegar bem próximo as quadas e passeios de Helicópteros que são pagos a parte. .

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No lado Argentino, as passarelas proporcionam maior proximidade ao rio e as quedas!

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Nossa intenção é falar aqui no Blog de cada atração e lugares que passamos em posts separados e especiais, então vamos deixar os mínimos detalhes para outra essa outra epata que queremos implantar!

Saímos do parque depois de um dia muito agradável, com sol, e com a sensação de redescobrir as Cataratas, por isso recomendamos á quem só conhece o lado brasileiro, refazer o passeio pelo lado argentino, vale muito a pena. Mas atenção! não estamos emitindo juízo de valor, nem optando por um ou outro lado, os dois tem seus encantos e o objetivo é o mesmo, visitar esta maravilha que é o Parque do Iguaçu e suas quedas.

Como saímos por volta das três horas da tarde, resolvemos visitar o Marco das Três Fronteiras do lado argentino, que fica um pouco antes da fronteira, essa é uma das vantagens de se viajar de carro, vamos moldando o roteiro conforme as circunstâncias, estávamos passando, vimos a placa, lembramos da atração é… fomos até lá!

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Deste ponto é possível avistar a partir de terras argentinas, as terras brasileiras e paraguaias, existe um marco como este também no Brasil e Paraguai, cada qual ostentando as cores do seu país, e os três são visíveis entre si. Neste ponto também, em qualquer dos três marcos, você pode visualizar o encontro dos rios Iguaçu e Paraná. Não há cancelas ou entrada, você chega estaciona o carro e visita, sem taxa alguma.

Voltando ao Brasil, procuramos também acessar o marco das três fronteiras no lado brasileiro, mas estava em manutenção, com a promessa de reabrir com uma estrutura adequada ao turismo. Ficamos sabendo que reinauguração seria em poucos dias, ainda Continuar lendo DIÁRIO DA VIAGEM – BRASIL – NOROESTE ARGENTINO

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EXPLORANDO AS PROVÍNCIAS DE SALTA E JUJUY NA ARGENTINA

SALTA E JUJUY – NOROESTE ARGENTINO

O Noroeste Argentino é repleto de montanhas que se erguem em meio a paisagem árida e se destacam por suas cores, a região é formada pelas províncias de Jujuy, La Rioja, Salta, Catamarca, Santiago del Estero e Tucumán, cada uma com seus encantos e atrações particularmente atrativas.

No final de 2015 e Janeiro de 2016, colocamos novamente nosso carro na estrada, partindo da região de Florianópolis – SC, e percorremos duas das principais províncias, Salta e Jujuy, situadas mais ao norte, onde estão localizadas cidades históricas, tombadas pelo patrimônio da Unesco e abrigam algumas das principais atrações da região. A região nos agradou tanto, que pretendemos retornar ao local e completar este maravilhoso passeio, incluindo as outras províncias não visitadas, por enquanto falaremos destas duas províncias que já vale a visita e justifica bem os km’s rodados.

PROVÍNCIA DE SALTA

A nossa porta de entrada para o nororeste argentino foi a cidade de Salta, capital da província de mesmo nome, Salta é uma espécie de oásis da região. É a maior cidade da localidade, sua população ultrapassa os 460.000 habitantes, seu nome tem origem indígena e segundo histórias locais, deriva da palavra “sagta” que significa “a hermosa” e com o passar do tempo passou a chamar-se Salta, hoje apelidada entre os Argentinos como “la linda”.  Salta – A Hermosa – La Linda, seja lá como for chamada, a cidade é realmente agradável, tem atrações para todos os gostos, abriga museus únicos, tem um centro histórico muito bem conservado onde conventos e prédios do século XVII, convivem em boa harmonia com as edificações atuais, realmente e muito agradável andar pelo centro da cidade.

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Conforme o centro de informações turísticas do local, a cidade é uma das mais bem conservadas da época da colonização do país argentino, é a única que mantém o traçado original intacto, apresenta ainda prédios da época que foram mantidos e restaurados e agora abrigam museus, órgãos públicos e  formam os pontos turístico mais visitados pelos turistas que usam a cidade como base para explorar, principalmente, o norte argentino.

Dos museus existentes na cidade de Salta, sem sombra de dúvidas o mais impressionante é o MAAM – Museu de Altitude de Alta Montanha onde estão expostas as múmias das crianças incas, também chamada de múmias de Salta, trata-se das mais bem conservadas múmias já encontradas, cada dia uma das três múmias é selecionada para ser exposta, já na entrada do museu encontra-se uma indicação de qual delas está em exposição no dia. Além da exposição das múmias, o museu trás informações das escavações efetuadas na região e encontra-se exposto equipamentos utilizado por arqueólogos e paleontólogos durante os anos de exploração e também diversos materiais encontrados nos trabalhos efetuados, todos referente aos habitantes que por ali viveram nas mais elevadas altitudes em épocas remotas.

Além dos museus, centro histórico e uma belíssima cidade para percorrer a pé, Salta apresenta atrações como um teleférico onde é possível ter uma belíssima visão de toda a cidade, igrejas antigas, praças aconchegantes e restaurantes de comidas típicas.

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A cidade de Salta pode ser utilizada para explorar a província toda, de lá, é possível acessar todas as outras regiões da província com fácil acesso e uma excelente estrutura.

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Em nossa viagem, foi isso que fizemos! ficamos em Salta e de lá, percorremos toda a região, um pouco porque chegamos na região de baixo de um forte temporal, e não sabíamos ao certo qual local poderíamos visitar, devido aos acesso em rípio de alguns pontos turísticos. Após buscarmos informações, fomos informados pela defesa civil da província, que alguns lugares, caso continuasse chovendo por mais um dia, provavelmente bloquearia os acessos, então resolvemos acordar todos os dias em Salta, nos informarmos com a defesa civil local, e decidir o que fazer dia a dia, funcionou bem para nós! não ficamos preso em lugar nenhum, mas deixamos de visitar alguns pouquíssimos locais devido as chuvas que atingiam a região. O mais impressionante é que todos os viajantes comentam que a região é tão desértica, que tem impressão que não chove nunca por lá…pois é…

De Salta, fomos a Cafayate, e como o caminho entre as duas cidades convida a diversas paradas, devido a impressionante paisagem, levamos quase 4 horas para percorrer os cerca de 200 km que as separa, mas não tem como ser de outra forma, só este trajeto, já vale a visita a região. Neste caminho você pode visitar as quebradas de Concha, o Anfiteatro Natural, outro local chamado de Garganta do diabo, além de diversos locais de parada obrigatória para admirar e fotografar a região. Então podemos dizer que o caminho até salta já vale como passeio e a visita a cidade de Cafayate fica para apreciar as vinícolas famosas na região e de reconhecimento internacional. Cafayate abriga as mais famosas vinícolas da região norte e noroeste argentino, lá também é possível visitar o museu do vinho.

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Nossa programação era voltar por um caminho diferente do que aquele percorrido na ida, mas fomos informados no museu do vinho que se chovesse o que estava prometendo para aquela tarde, provavelmente ficaríamos pelo caminho, devido aos rios que cruzam as estradas locais, e segundo os moradores locais, “cresce” sobre a estrada em épocas de grande chuvas, então voltamos pelo mesmo caminho e com isso deixamos de visitar locais famosos e que estavam entre nossas intenções como o Parque Nacional Los Cordones e Pueblo de Quilmes. Mas também com isso, deixamos um gostinho (vontade!) de que logo retornaremos.

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As principais cidades que visitamos na província de Salta, foram Salta – capital e Cafayate, mas entre estas visitamos diversos outros povoados que não temos como nomear, mas vale dizer que fazendo este roteiro entre estas cidades, é possível explorar bem esta parte da maravilhosa província!

PROVÍNCIA DE JUJUY

Localizada mais ao norte Argentino, Jujuy, assim como Salta, apresenta entre os povoados existentes pelo caminho, uma paisagem incrível, ou seja, se deslocando entre uma cidade e outra, você se “obriga” a parar diversas vezes para fotografar e admirar a região, por lá você estará rodando próximo aos 2.000 MSM, as paisagens são de altitudes e as montanhas tomam as mais diversas e formas e cores possíveis.

Saindo de Salta bem cedo, você aproveitará bem o trajeto, conseguirá visitar a cidade de San Salvador de Jujuy – capital da província –  e ainda seguir viagem até a cidade de Humahuaca, que é um ótimo local para utilizar de base na exploração das cidades mais ao norte, nem falamos pela estrutura, pois a cidade não é de grande porte, na verdade é mais um povoado do que uma cidade propriamente dita, mas isso de forma alguma diminui o local, tem vários hostel’s bastante acolhedores e identificamos pelo menos um hotel de  maior estrutura.

Esse trajeto também é caminho para a Bolívia, e existe ainda outras cidades e povoados que vale a pena ser visitados indo ao extremo norte da Argentina próximo a divisa com a Bolívia. No caso de nossa viagem, fomos até cidade de Humahuaca, visitamos as Quebradas e a cidade de mesmo nome e após uma noite no Hostel Humahuaca, retornamos no mesmo caminho de ida, seguindo viagem em direção a cidade de Tilcara, visitamos a cidade e seus atrativos, não pudemos conhecer as ruínas de Pucará de Tilcara, o local estava fechado, achamos que era por ser dia 31 de dezembro… e sem conhecer o principal atrativo da cidade, rodamos pela localidade e ainda sobrou tempo para rodarmos por outros povoados locais.

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Como lugares para visitar é o que não falta na região, não se preocupe se algum atrativo estiver fechado, não tenha dúvida, siga à diante que a próxima etapa da viagem certamente lhe deixará igualmente impressionado. Não muito longe de Humahuaca e Tilcara está a cidade de Purmamarca, onde localiza-se o Cerro de las Siete Colores, uma formação rochosa colorida que pode ser observada de alguns mirantes naturais da pequena cidade bem como pode-se percorrer as montanhas em um percurso meio longo, mas bem fácil, possível de ser feito com as crianças.

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Se você foi até Humauaca, retornou a Tilcara e chegou a Purmamarca, não deve finalizar a viagem aqui! vá adiante, e você terá o melhore cenário da viagem. Seguindo a partir de Purmamarca, você percorrerá um caminho chamado de Costa de Lipan, este trajeto o levará a lugares como Susques, Santo Antonio de Los Cobres, Salinas Grandes e ao deserto do Atacama, localizado no pais vizinho, Chile.

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A nossa viagem estava programada para irmos até as Salinas grandes, e assim fizemos, não arriscamos Santo Antonio de los Cobres, pelas intensas chuvas que havíamos pego nos dias anteriores, e retornamos a partir das Salinas, percorrendo todo o caminho de volta, cruzando novamente as províncias de Jujuy e daí de volta ao Brasil.

Uma particularidade interessante da região é que de todos os lugares que rodamos e visitamos, somente em Salta nos museus e no teleférico, pagamos ingressos, como as outras atrações são a céu aberto, como as Quebradas de las Conhas, Quebradas de Humauaca, o Anfiteatro, A Garganta do Diabo, o Cerro de las Site Colores e o passeio nas suas montanhas, as Salinas Grandes, entre outros tantos lugares que passamos, como não estão inseridos em parque e não contam com portarias ou guias, não tem cobranças de acesso! As atrações que não conseguimos visitar como Pueblo de Quilmes e Pucará de Tilcara, sabemos que tem taxa de entrada, mas não sabemos dizer quanto, pois um não tivemos condições de acessar devido as chuvas e o outro estava fechada na ocasião que visitamos.

Se você se empolgou em conhecer a região, fique atento que iremos falando de cada cidade e trajeto percorrido em breve nos próximos posts, conforme a particularidade que cada local exige, incluindo os custos das atrações e distâncias percorridas entre as localidades e falando um pouco também dos lugares que utilizamos como hospedagem.