BRASIL – NOROESTE ARGENTINO

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Roteiro novamente definido, desta vez o objetivo era explorar o Noroeste Argentino, partindo da cidade de Antonio Carlos – SC, região metropolitana de Florianópolis. Saímos no dia 21/12/2015 com o objetivo de passar 4 dias em Foz do Iguaçu e entrar na Argentina por Puerto Iguazu, cidade vizinha e divisa entre os dois países.

O roteiro contemplou, Foz do Iguaçu, a Região das Missões Argentinas, a travessia do interminável Chaco, e as províncias de Salta e Jujuy incluindo as Salinas Grandes e a Cuesta de Lipán.

O resultado foi um prazeroso passeio por regiões encantadoras e de características únicas, o que nos motivou novamente,  relatar esse roteiro contando mais um pouco da nossa experiencia por terras argentinas, agora com cenários e atrativos um pouco diferente da ultima experiencia realizada pela região central do país e lagos andinos.

Nosso carro foi o mesmo da aventura anterior, um J6 da montadora Jac Motors, que respondeu bem aos desafios encontrados pelo caminho, o que desmitifica de certa forma, a ideia de que é necessário um 4×4 para rodar por aquela região. Os ocupantes foram basicamente os mesmos, nossa família! composta por 6 pessoas,  Marcos, Andreia e nossos quatro filhos, Maria Eduarda (14), João Gustavo (11), Gabriel Francisco (8) e Vinícius Otávio (4), rodamos por 13 dias, sendo 4 deles ainda no Brasil e 9 por território argentino.

DIÁRIO DA VIAGEM

1º DIA (21/12/15)- DE ANTONIO CARLOS/SC À FOZ DO IGUAÇU/PR – 932 KM

Este dia foi apenas deslocamentos, escolhemos o trajeto passando por Curitiba, e nos deslocamos pelas BRs 101, 376 e 277, todas pedagiadas. Cruzamos 14 pedágios de Florianópolis a Foz do Iguaçu num custo total de R$ 105, 90, chegamos por volta do meio dia, pois optamos novamente por sair ainda na madrugada. Na cidade ficamos em casa de parentes que temos por lá, também por este motivo optamos por passar o natal na cidade, e até lá, visitamos alguns lugares que ainda não conhecíamos na cidade, apesar de termos visitado inúmeras vezes a região e gostarmos bastante daquele local.

2º DIA (22/12/15)- FOZ DO IGUAÇU – PUERTO IGUAZU (ARGENTINA) – FOZ DO IGUAÇU – 80 KM

Optamos ficar uns dias em Foz e visitarmos as atrações que ainda não conhecíamos, sendo assim no segundo dia, partimos cedo em direção a Argentina para visitar as Cataratas do lado Hermano, paramos um pouco antes da divisa para fazer cambio e obter a carta verde já pensando nos dias que iríamos rodar no pais Argentino, embora naquele dia, voltaríamos para o Brasil.

Aqui já podemos dar uma dica para quem vai entrar na Argentina pela fronteira de Foz do iguaçu, lá a carta verde pode ser obtida bem mais em conta do que com as seguradoras, no nosso caso a economia que tivemos foi de 70% para um período de 30 dias. No mesmo local também fizemos um bom câmbio, estas informações buscamos ainda antes de sair da nossa cidade, por isso deixamos para obter este documento lá!

Fomos com a intensão de visitar as Cataratas do Iguaçu, o lado brasileiro já conhecemos bem, mas do lado Argentino foi a primeira vez que visitamos.

Os dois lados são encantadores e merecem ser visitados (e como merecem!!!). Diferente do lado brasileiro, onde você acessa o parque e  ônibus panorâmicos te levam até o ponto onde encontram-se a trilha para visitar as quedas, no lado Argentino,  o turista toma “trenzinhos” que levam a um ponto onde é possível optar pelos circuitos possíveis de serem feitos, cada um dando ao turista opções de vistas diferentes da mesma atração, o Circuito inferior aproxima o turista a partir da “base” ou de frente paras as diversas quedas. Já o Circuito Superior dá a opção de percorrer trilhas sobre as quedas, aqui você atravessa passarelas “vazadas” enquanto vê as águas logo abaixo de seus pés.

A entrada em dezembro de 2016 seguiu a tabela abaixo:

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Estacionamento AR$ 70,00 , e para residentes no Mercosul, adultos pagam AR$200,00 e crianças AR$50,00, o pagamento somente em pesos! não se aceita outra moeda, por isso é importante fazer o cambio antes de cruzar a fronteira.

Pagando a entrada, a exemplo do lado brasileiro, você está “liberado” para explorar o parque, optando por um das circuitos, e visitando todo o local como preferir, assim como no lado brasileiro, existe ainda as opções do Macuco Safari, que leva o turista a navegar bem próximo as quadas e passeios de Helicópteros que são pagos a parte. .

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No lado Argentino, as passarelas proporcionam maior proximidade ao rio e as quedas!

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Nossa intenção é falar aqui no Blog de cada atração e lugares que passamos em posts separados e especiais, então vamos deixar os mínimos detalhes para outra essa outra epata que queremos implantar!

Saímos do parque depois de um dia muito agradável, com sol, e com a sensação de redescobrir as Cataratas, por isso recomendamos á quem só conhece o lado brasileiro, refazer o passeio pelo lado argentino, vale muito a pena. Mas atenção! não estamos emitindo juízo de valor, nem optando por um ou outro lado, os dois tem seus encantos e o objetivo é o mesmo, visitar esta maravilha que é o Parque do Iguaçu e suas quedas.

Como saímos por volta das três horas da tarde, resolvemos visitar o Marco das Três Fronteiras do lado argentino, que fica um pouco antes da fronteira, essa é uma das vantagens de se viajar de carro, vamos moldando o roteiro conforme as circunstâncias, estávamos passando, vimos a placa, lembramos da atração é… fomos até lá!

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Deste ponto é possível avistar a partir de terras argentinas, as terras brasileiras e paraguaias, existe um marco como este também no Brasil e Paraguai, cada qual ostentando as cores do seu país, e os três são visíveis entre si. Neste ponto também, em qualquer dos três marcos, você pode visualizar o encontro dos rios Iguaçu e Paraná. Não há cancelas ou entrada, você chega estaciona o carro e visita, sem taxa alguma.

Voltando ao Brasil, procuramos também acessar o marco das três fronteiras no lado brasileiro, mas estava em manutenção, com a promessa de reabrir com uma estrutura adequada ao turismo. Ficamos sabendo que reinauguração seria em poucos dias, ainda para o fim de ano, mas não conseguimos voltar lá para conferir!

3º DIA (23/12/15)- FOZ DO IGUAÇU – CIUDAD DEL LESTE (PARAGUAI) – FOZ DO IGUAÇU – 30 KM

E, como não podia deixar de ser, quem vai a Foz do Iguaçu, vai também ao Paraguai! Mas como já disse antes, conhecemos bem a região e consequentemente o “paraíso” de compras que é (ou já foi!) a Ciudad del Leste no Paraguai, embora já sabíamos que com o dólar  em alta, não se aproveitaria muito, mas tínhamos uma promessa de levar nossos filhos lá para conhecer, e por este motivo, cruzamos a fronteira de carro, coisa que não costumamos fazer quando vamos para lá, sempre deixamos as crianças e o carro no lado brasileiro em casa de parentes que nos recebem em Foz do Iguaçu.

Estacionamos o carro, andamos, um pouco visitamos algumas lojas, compramos algumas coisas que ainda estavam compensando, rodamos um pouco de carro até além do tumulto das compras, visitamos alguns locais só por curiosidade e retornamos ao Brasil.

4º DIA (24/12/2015) – FOZ DO IGUAÇU (PARQUE DAS AVES) – 40 KM (IDA E VOLTA)

Esse era um dos poucos lugares que nunca havíamos visitado em Foz do Iguaçu, bom, falha corrigida! visitamos nesta passagem por lá e gostamos muito. O parque fica na Avenida das Cataratas um pouco antes de chegar na entrada das Cataratas. Passamos sempre reto por lá desprezando um pouco o que o parque tem para oferecer.

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A entrada custou em dezembro/15 R$36,00 por adulto e menores de oito anos não pagam, vale também a regra da meia entrada. Tem um pátio de estacionamento ao lado e custa R$20,00, a entrada pode ser paga com cartão, já o estacionamento só em dinheiro.

A partir da entrada você vai seguindo por trilhas que te levam a conhecer o parque por inteiro e em uma sequencia, a todo momento há um encontro com pássaros diferentes, alguns dentro de cercados, mas em ambientes super bem adaptados e outros soltos pelo parque, é bem agradável andar por lá.

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O parque conta ainda com um borboletário, e outras espécies animais, como por exemplo alguns jacarés do papo amarelo e tartarugas, no final da trilha tem um bar, uma lojinha de suvenires e ainda um local onde o turista pode tirar fotos com  Cobras e Araras.

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O ambiente todo é muito bem planejado, proporciona ao turista um passeio agradável e o contato com os animais é muito próximo, o local não é um zoológico, é um ambiente de preservação, recuperação, adaptação, tratamento e cuidados com os animais e espécies existentes ali.

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Saímos de lá bastantes satisfeitos com o passeio, o dia passou rápido e como já era véspera de Natal, fomos nos preparar para passar  junto com os familiares.

5º DIA (NATAL/2015) – FOZ DO IGUAÇU -SANTA TEREZINHA DE ITAIPU – FOZ DO IGUAÇU – 70 KM

Véspera de natal em casa de parentes em Foz do Iguaçu, almoço de natal em casa de parentes em Santa Terezinha de Itaipu!!!. Santa Terezinha é a ultima cidadezinha antes de chagar a Foz e fica a 25km de distância, e…temos parentes lá também!!! neste dia descansamos bastante, aproveitamos muito a agradável companhia de amigos e parentes, arrumamos tudo, abastecemos o carro no retorno a Foz do Iguaçu, onde pernoitamos muito ansiosos, por que iríamos cruzar a fronteira no outro dia em direção ao Chaco Argentino.

Uma curiosidade desta cidade é que ela foi uma das atingidas pelo lago formado pela Hidrelétrica de Itaipu, com o algamento de terras na região, algumas cidades procuraram explorar os locais a beira do lago, e criaram as conhecidas “prainhas” como são chamadas pelos moradores locais, no verão é bastante procurado e utilizado como área de banho, é muito bem organizado, recebem moradores locais e turistas com uma boa infraestrutura, que conta com estacionamento, churrasqueiras, quiosques e salva-vidas. Não foi para lá que fomos, mas já conhecemos o local de outra ocasião!

6º DIA (26/12/2015) – FOZ DO IGUAÇU – PRESIDENCIA ROQUE SAENZ PEÑA (ARGENTINA) – 800 KM

Nos preparamos para acordar cedo e cruzar a fronteira por volta das 6:00h, e assim fizemos, partimos em direção a aduana brasileira e argentina, conforme a hora prevista. Na aduana encontramos  em nossa frente somente um grupo de motoqueiros brasileiros que também seguiriam em direção ao Chaco, os trâmites foram muito rápidos, em cerca de 10 minutos fomos liberados com todos os tramites de entrada no pais devidamente efetuados.

Diferente da aduana de Paso de Los Libres divisa com Uruguaiana-RS, onde cruzamos a fronteira na viagem passada, aqui os trâmites são todos efetuados pelos agentes da aduana, você só apresenta a documentação pessoal e do veículo, conforme o necessário para entrar no país, (se você tem dúvidas, verifique aqui a documentação!) e ele digita seus dados no sistema e lhe entrega a guia de entrada no país, tudo sem precisar preencher nada nem mesmo sair do veículo, todo o procedimento é efetuado pelo agente na guarita através da  janela do seu carro.

Passando por esta etapa, a seguinte é padrão em todas as aduanas, você segue com o carro, até que a polícia da aduana, pede para você encostar, verifica a documentação e se sentir necessidade revista o veículo, no nosso caso, somente pediram para onde estávamos indo, quantos dias iríamos ficar, e se estávamos levando alguma mercadoria. Revelamos nosso destino, Salta e Jujuy, não levávamos nada além do declarado, comentamos que nó máximo ficaríamos 15 dias, mas tínhamos documentação para até 30, perguntaram se não estávamos levando nem mesmo um “regalo” a salteños (presentes para algum Saltenho!)… negamos também, e nos desejaram uma boa viagem!

Programamos dirigir cerca de 250 km e conhecer a região das Missões Argentinas, paramos na cidade de San Ignacio e visitamos as Ruínas de San Ignácio Mini. A Ruta 12 está em ótimas condições, e a viagem ocorreu de forma rápida e muito tranquila.

A exemplo das ruínas Jesuíticas existentes no Brasil e Paraguai a visita pode ser feita durante o dia, e a noite existe uma apresentação com show de luzes em meio as ruínas, onde é contada a história do povo Indígena Guarani e o relação dos padres Jesuítas com aqueles povos. Não participamos da apresentação noturna, mas só a visita as ruínas já é por si só uma aula de história.

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O acesso ao local é bem simples e a poucos quilômetros da Ruta 12, rodovia argentina que saí da divisa com o Brasil. Não tem estacionamento próprio, paramos o carro na rua em frente ao complexo, e fomos conversar em um restaurante que havia em frente, onde também vendem algumas lembrancinhas do local. Fomos muito bem recebidos e ainda convidados a estacionar o carro nos fundos do restaurante sem custo algum e assim fizemos!

Atravessamos a rua e fomos até a entrada do complexo. O visitante deve pagar uma taxa de entrada para ter acesso as ruínas e também a um museu que existe no local, porém este encontrava-se em reforma e estava fechado no dia em que fomos. A taxa de entrada que pagamos, seguiu a tabela abaixo:

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Latinos Americanos pagam AR$130 pesos e menores de cinco anos não pagam, esse ingresso lhe dá direito a visitar qualquer outra ruína das missões em até 15 dias.

Este conjunto é conhecido com um dos melhores conservados entre as ruínas Jesuítas e são declarados como Patrimônio da Humanidade pela Unesco .

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Você pode optar por visitar sozinho andando como quiser entre as ruínas ou esperar um guia que de tempo em tempo, aguarda juntar um aglomerado de pessoas e os leva para dentro em um passeio guiado, optando por um ou outro, a taxa de entrada é a mesma.

Como não havia ninguém visitando quando chegamos, fomos informados que se queríamos um guia deveríamos aguardar (no ponto da placa da foto acima!) e se não chegasse ninguém nos próximos minutos o guia nos levaria assim mesmo. Mas optamos por seguir sozinhos, e se adiante entrasse alguém com o guia nós acompanharíamos o grupo.

Acabamos visitando tudo sozinhos mesmo, só encontramos pessoas entrando quando já estávamos de saída. De qualquer forma é muito legal a visita, e tem uns totens onde tem explicação escrita e falada de cada local, para ouvir, basta você apertar o botão da língua disponível,  havia em português, embora em vários locais encontrava-se danificado! mas nada que prejudique o passeio.

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Vale muito o passeio! ficamos com vontade de conhecer as outras existentes, não só na Argentina, mas também no Paraguai e Brasil, mas isto deixamos para outra ocasião!

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Acabamos a visita era ainda antes do meio dia, fomos ao restaurante em que havíamos deixado o carro, resolvemos não almoçar lá, porque ainda demoraria um pouco para deixarem tudo pronto para o almoço, agradecemos pelo estacionamento, compramos algumas lembranças do local, trocamos contatos, porque temos intensão de retornar a região e o pessoal de lá se propôs até a nos dar informações para quando fossemos em uma outra vez!

Seguimos viagem e acabamos almoçando mais adiante já adentrando no Chaco Argentino. Essa região é conhecida pelas retas intermináveis da Ruta 16, e realmente é assim, mas a outra fama de que é um deserto e não se encontra nada, já não é bem assim, tem algumas cidades que podem ser utilizadas como base para os viajantes, mas sem dúvida a principal e melhor posicionada é Roque Saenz Peña, quanto a postos de combustíveis, eles também não faltam, mas é bom levar a risca aquela máxima de que “meio tanque é reserva” abasteça nestas condições e não terá problemas. Já para alimentação, nem todos os postos estão preparados, alguns você encontra locais para almoçar mas a grande maioria só combustível mesmo e água mineral para beber!

Chegamos em Roque Saenz Peña, por volta das 18:00 ainda com sol alto, sem reserva de hoteis, paramos em alguns, mas o melhor custo benefício sem dúvida foi o Hotel Aconcágua, um quarto para a família, dois adultos, um adolescente, e três crianças, com garagem, café da manhã, e acesso a internet, custou AR$ 780,00 que, no cambio que fizemos em Foz do Iguaçu, ficou por R$ 200,00. Nos acomodamos, saímos para jantar, percorremos a cidade por curiosidade, fizemos compras em um supermercado para levarmos na viagem do dia seguinte e voltamos ao hotel para descansar e seguir viagem no outro dia pela manhã.

7º DIA (27/12/2015) – PRESIDENCIA ROQUE SAENZ PEÑA – SALTA – 652 KM

Saímos logo depois do café da manhã, por volta das 8:00 e partimos em direção a Salta. Tanto a Ruta 12 que sai da divisa com Foz do Iguaçu, quanto a Ruta 16 até chegar em Presidencia Roque Saens Peña estão em boas condições, já deste ponto em diante a Ruta 16 apresenta alguns pequenos pontos em péssimas condições e alguns outros em construção, porém a julgar pelos condições em janeiro de 2016, o trecho em construção estará em breve concluído.

Além das anotações das condições das estradas, fizemos também um bom registro de todos os pontos que podem ser utilizados como base para almoço e combustível, porque pretendemos voltar a caminho do Atacama e utilizaremos estas informações para otimizar a viagem. Quanto a policia, de trecho em trecho tem postos policiais, não fomos parados na ida, mas estavam na pista em vários locais.

Continuamos a interminável travessia do Chaco Argentino seguindo sempre pela Ruta 16 até chegar no entroncamento com a Ruta 9 que leva diretamente a cidade de Salta, capital da província de mesmo nome. A Ruta 9 é em pista dupla, pedagiada e em excelente condições, o que não esperávamos é que pegaríamos uma tempestade assim que entrassemos na ruta! Pegamos um temporal que parecia não terminar nunca, e para piorar começou a cair granizo, pedras de gelo enormes, que ecoavam com a pancada sobre o carro. Os Argentinos estavam todos parando no acostamento, estacionando os carros em baixo de árvores, saiam dos veículos com cobertores e cobriam para-brisas e lataria dos carros, nesse momento a pista ficou vazia e embora havia pouca visibilidade deu para tocar em uma velocidade razoável, com segurança e conseguimos sair do meio da tempestade.

Assim que saímos da tempestade paramos em um pedágio e ao pagar a tarifa o atendente olhou para o carro, e perguntou em tom irônico: muitos danos no carro? respondi que avaliaria depois e nem me arrisquei a perguntar se estava muito ruim, deixei para depois…

Chegamos no hotel em salta, e fomos direto olhar o carro, e para nossa surpresa não havia avarias nenhuma na lata, o carro saiu ileso e apesar do susto, nós também!

Em salta, ficamos no Apart Hotel Wilson, na mesma rua fica também o Hotel Wilson, optamos pelo Apart Hotel pelo fato de termos a mão uma cozinha completa, e apesar do café da manhã não estar incluso, compensou bastante, com um bom custo beneficio. Este hotel foi o único que reservamos no dia anterior a partir do hotel em Roque Saenz Peña, pagamos R$ 700,00 pelas 3 noites que ficamos, em um excelente apartamento, completo, com garagem, serviço de quarto (limpeza diária, roupas de cama e banho ) e acesso a internet. O hotel era na região central, a poucas quadras do centro histórico onde ficam os principais museus e atrações, e a uma quadra do supermercado. Como chegamos no final da tarde, tivemos tempo de dar uma volta nas redondezas, fazer compras para abastecer a cozinha e lanches para os passeios e fomos nos programar para os dias que passaríamos ali.

De Foz do Iguaçu até Salta, passamos pelas Rutas 12, 16 e 9, rodamos 800 km até Roque Saenz Peña, e mais 652km até Salta, neste percurso, passamos por 7 pedágio e pagamos um total de R$ 14,56, a Ruta 12 conta com 4 pedágios a Ruta 16 com dois e a Ruta 9 com 1 pedágio. O maior trecho percorrido foi na Ruta 16, porém é a pior em infraestrutura, por isso só dois pedágios, mas acreditamos que com as restaurações e obras, possa vir a ser criadas mais praças de pedágios. Os dois pedágios existentes são logo no início da ruta próximo cidade de Corrientes e outro na cidade de Makallé, onde a Ruta 16 conta com melhor estrutura depois deste só encontramos mais um pedágio já na Ruta 9 próximo já próximo a Salta.

8º DIA (28/12/2015) – SALTA (PASSEIOS) – 40 KM

Saímos para percorrer a cidade por volta das 9:00h, reservamos este dia para conhecer a cidade de Salta, havia chovido bastante no dia anterior e o tempo ainda estava meio fechado, saimos sem chuva e preferimos ir primeiro aos pontos mais afastados do hotel, já que o centro era muito próximo resolvemos deixar por ultimo, pela facilidade de faze-lo a pé sem tirar o carro da garagem. Primeiro buscamos um ponto que vimos quando entramos na cidade que é uma espécie de mirante da cidade, tomamos a direção de saída de Salta para encontrar o local e chegamos lá com a visão um pouco prejudicada devido a uma garoa que começou a cair.

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 Essa era a visão que tínamos da cidade de Salta…

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Esta placa está posicionada no mirante de entrada a cidade, Salta é chamada de “La Linda” pelos Argentinos e andando pelo centro da cidade fica fácil entender o porque. A cidade é uma espécie de oásis do Noroeste Argentino, tem uma população de pouco mais de 450.000 habitantes, não conta com aranha céus mas os prédios históricos extremamente bem conservados, que dominam o centro da cidade, dividem espaço com outras construções em perfeita harmonia, tornando  muito agradável andar pelo centro da cidade.

Nosso chegada a Salta foi embaixo de temporal, choveu muito durante a noite, e o dia começou com uma garoa que estava nos impedindo de percorrer o centro da cidade a pé, nem se quer conseguíamos ter uma vista panorâmica da cidade que queríamos conhecer.

Saímos do mirante e fomos em direção as atrações longe do centro, tentando deixar o centro para o final do dia, já que o nosso hotel estava muito próximo aquela região. Partimos para os arredores e descobrimos alguns monumentos e o Museo de Antropologia, que encontrava-se fechado para reformas.

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O tempo começou a abrir, e aproveitamos para voltar em direção ao nosso hotel e percorrer o centro da cidade. Deixamos o carro na garagem, e partimos para o centro histórico da cidade, no caminho, encontramos o centro de informações turísticas da cidade, lá encontramos informação de todas as atrações, não só da cidade de Salta, mas de toda a Provincia de Salta. Fomos muito bem atendidos, uma das atendentes, quando percebeu que éramos Brasileiros, veio nos atender e explicou que sabia um pouco de português, e estabelecemos uma boa conversa em português mesmo, tivemos até um pouco de aula de história, ficamos sabendo que Salta é tida como a cidade Argentina com a melhor conservação da época da colonização, mantendo o centro quase que intocado! Os prédios históricos abrigam repartições governamentais e museus. Também nos informaram que devido as chuvas dos últimos dias, talvez não teríamos condições de visitar alguns lugares devido aos rios que cruzam as estradas de algumas regiões, mas ao mesmo tempo nos deram contato da defesa civil da Provincia de Salta e nos indicaram a ligar para verificar as condições dos lugares que pretendíamos ir.

Fomos ao centro histórico da cidade, e seguimos diretamente ao MAAM – Museu de Arqueologia de Alta Montanha, umas das principais atrações de Salta, lá você encontra objetos que foram recolhidos nas explorações efetuadas por arqueólogos nas grandes altitudes da região, os objetos são artefatos Incas, mas o mais impressionante são as múmias do “três niños”, trata-se de três múmias de crianças que foram encontradas nas montanhas, em perfeitas condições, falando assim parece pouco, mas realmente, estão em perfeitas condições!!! Chega a ser desconformante ver aquelas crianças naquela posição e imaginar que possivelmente foram sacrificadas conforme a crença e rituais Inca. Estão vestidas conforme foram encontradas, contam com todos os órgãos internos, cabelos em perfeita condições, e não são reconstituições, estão exatamente como foram encontradas, dá até para imaginar que vão acordar a qualquer momento. São três exemplares, mas são expostos um por dia, e já na entrada, está a informação de qual das três está exposta naquele dia. A sala onde são expostas são lacradas, com pouca luz e as múmias ficam atrás de uma vidraça tem um guarda que fica na entrada e saída cuidando das portas de acesso, para não haver exposição demasiada dos exemplares. Também por esse motivo não é permitido tirar fotos  da sala das múmias.

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Este museu é fantástico, você realmente se prende a toda aquela história! A entrada custa AR$70,00 e só adultos pagam. no final tem um vídeo que fica rodando direto, com imagens das escavações e explorações dos arqueólogos na região e conta um pouco da história dos objetos e das múmias que lá se encontram, no térreo tem uma lojinha que vende lembrancinhas do museu.

Saímos do museu e rodamos o centro da cidade, paramos em um restaurante que servia as famosas empanadas salteñas, pedimos uma porção para provar,  estava realmente muito boa! aproveitamos que a chuva tinha dado uma trégua e continuamos a andar pela cidade a fim de visitar todos os locais possíveis no centro da cidade.

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Chegamos a Igreja e Convento de São Francisco, onde também funciona um museu Franciscano, a igreja tem livre visitação, já o museu tem uma taxa de AR$40,00 para maiores e menores de 12 anos não pagam.

Tanto a Igreja, quanto o Convento e Museu abrigam imagens e utensílios históricos para a ordem dos Franciscanos e para Igreja Católica, o passeio é guiado e em algumas salas também não é possível fotografar.

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Depois de rodarmos bastante o centro, e visitado todo o centro e as atrações que se encontravam funcionando no local, compramos algumas lembranças, vinhos, alfajores e seguimos para o hotel com a intenção visitar a cidade de Cafayate no outro dia pela manhã.

9º DIA (29/12/2015) – SALTA – CAFAYATE – SALTA – 400KM (IDA E VOLTA)

Pela manhã, conversamos com a recepcionista do hotel, e comentamos que estávamos indo até Cafayate, ela se ofereceu para ligar para a Defesa Civil, confirmou as boas condições da estrada e seguimos viagem, com a intenção de voltar ainda naquela tarde.

Saímos por volta das 8:30h para percorrer os cerca de 200 km entre Salta e Cafayate pela Ruta 68, que é toda asfaltada e em perfeitas condições, alias perfeito é uma excelente definição para este caminho, tamanha são as atrações que ele reserva. Neste trajeto você passará pela Quebrada de las Conchas também conhecida como Quebradas de Cafayate, algumas formações se destacam como o Anfiteatro escupido naturalmente na rocha formando uma enorme conha acústica, um local batizado de Garganta del Diablo, entre outras impressionantes formações que marcam este caminho. As diversas paradas são inevitáveis, para admiração e registros fotográficos. Um detalhe legal, é que apesar de ser um local de bastante procura, as vans chegam e saem vindo de Salta carregadas de turistas, não há cobranças e as visitas são livres, alias essa é uma vantagem do nororeste argentino, a região toda é assim, as atrações são diversas, ao ar livre e embora algumas estejam em parques, a grande maioria não há cobranças, e as que tem taxa de visitação, são baixas e coerentes.

QUEBRADA DE LAS CONCHAS (QUEBRADAS DE CAFAYATE)
QUEBRADA DE LAS CONCHAS (QUEBRADAS DE CAFAYATE)
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QUEBRADA DE LAS CONCHAS – ANFITEATRO
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QUEBRADA DE LAS CONCHAS – GARGANTA DEL DIABLO
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RUTA 68 – ENTRE SALTA E CAFAYATE

Chegamos em Cafayate por volta do meio dia, o dia amanheceu bom e com sol, mas logo depois do meio dia começou a fechar novamente e percebemos que enfrentaríamos um novo período de chuva. Então tentamos nos ambientar na cidade antes de começar a chover. Cafayate é conhecida por suas vinícolas, por lá você encontra tanto as grandes e tradicionais que recebem os turistas para visitação e demonstrações, quanto as pequenas que abrem as portas sem custo nenhum afim de apresentar seus produtos e para quem se interessar, comprar bons vinhos com preço bem mais atrativos.

Um pouco preocupados pela possível chuva que prometia cair, e a informação de que com chuvas fortes o transito nas Rutas da região poderia ser interrompido, optamos por percorrer o pequeno centro da cidade a pé, parando em diversas pequenas vinícolas localizadas ali mesmo a uma ou duas quadras da praça principal.

Cafayate é uma cidadezinha muito agradável, além das vinícolas o centrinho tem uns bares e até uma cervejaria, também é na cidade que se encontra o Museu do Vinho.

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Compramos alguns vinhos, depois de visitar diversas das pequenas vinícolas da cidade, fomos até o museu do vinho, porém não entramos devido a chuva que se armava e ficamos com medo de não poder voltar a Salta ainda naquele dia, como já tínhamos o hotel certo para aquela noite lá, não tínhamos muita escolha. Também pelo motivo da chuva deixamos de visitar duas atrações que podem ser feita a partir de Cafayate, não visitamos o Pueblo de Quilmes e também o parque Los Cardones ambos, assim como Cafayate e suas quebradas, fazem parte do Vale Calchaquies. Nos informamos no museu do vinho, como estavam as estradas para lá, após novo contato com a defesa civil, nos informaram que estava passando, porém com a chuva certa que cairia naquela tarde, não podiam afirmar que teríamos caminho livre na volta, então optamos por deixar para outra ocasião aqueles lugares.

É importante dizer que realmente pegamos chuvas além do normal, embora fomos informados que é normal o tempo virar repentinamente e ocorrer pancadas de chuvas na região, não é muito comum chover por vários dias seguidos, (afinal de contas a região é tida como desértica!!!), mas chuvas por dias seguidos era exatamente o que estava ocorrendo em dezembro de 2015 e nestas condições algumas estradas, mesmo pavimentadas, cortam rios e riachos sem a presença de pontes, são na verdade cursos de rios (caminhos d’água) que escoam das montanhas e cortam literalmente as estradas por cima, podendo interromper temporariamente o transito, isto foi o que nos informaram, embora não é muto comum, pode ocorrer! Já em alguns locais os acessos são de rípios e ficam mesmo intransitáveis com chuvas intensas, mas o importante mesmo é que você consegue boas informações antes de seguir adiante. para evitar problemas, sempre procure o centro de informações do local.

Voltamos a Salta e realmente pegamos chuva no retorno, embora, chegando no hotel, o tempo abriu novamente, e tivemos a oportunidade de rodar pelo centro da cidade de Salta ainda pela noite de baixo de um céu estrelado, prometendo tempo bom para o outro dia!

10º DIA (30/12/2015) – SALTA – HUMAHUACA – 250KM

Saímos do hotel preparados para seguir mais ao norte, partimos da província de Salta para explorar alguns locais da província de Jujuy. tínhamos a intensão de parar para conhecer a cidade de San Salvador de Jujuy, capital da província,  mas acabamos só entrando na cidade abastecendo o carro e com uma volta rápida pelo centro, deixamos a cidade seguindo mais ao norte.

Para ir a Humahuaca, partindo de Salta, tomamos a Ruta 9 até a Ruta 34 e seguimos por ela até encontrar a Ruta 66 que vai até a divisa com a Bolívia. A partir de San Salvador de Jujuy, a exemplo do caminho a Cafayate, a Ruta 66 reserva surpresas agradáveis e impressionantes para quem a percorre, aqui você acompanha as Quebradas de Humahuaca.

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Paramos em um centro de informações que está a beira da estrada, colhemos algumas informações e fomos adiante. O caminho novamente convida a diversas paradas, passamos por diversos povoados, mas as principais cidades são Humauaca e Tilcara. Passamos por Tilcara e resolvemos tocar direto a Humahuaca porque retornaríamos pelo mesmo local e poderíamos visitar na volta.

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Após algumas paradas no caminho, chegamos a cidade de Humauaca percorrendo um trecho maravilhoso em uma ruta em perfeitas condições. A cidade é mais um povoado, não espere uma grande estrutura hoteleira, mas é acolhedora e não falta nada por lá.

Chegamos ainda antes do meio dia estacionamos o carro e andamos pela pequena cidade que conta com uma praça central, uma igreja, um monumento, comércio de artesanato em barraquinhas na rua e lojinhas de artesanatos típicos da região, para quem gosta destas regiões de influencia Inca e todos as vestimentas, artesanatos e objetos que a compõe, vai gostar bastante do local, como este é o nosso caso e também foi o primeiro contato real com essa cultura, gostamos muito de conhecer a cidade.

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Depois de explorar todos os cantos possíveis da cidade, cogitamos retornar ainda no mesmo dia e pernoitar na cidade de Tilcara, mas o tempo que tinha ficado firme o dia inteiro, fechou de repente, e de baixo de raios e trovões começamos a buscar um lugar para dormir ali mesmo. Era por volta das 18:00, e não fosse pelo tempo fechado teríamos ainda um bom tempo de sol alto.

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Encontramos o agradabilíssimo Humahuaca Hostal, ficamos em um quarto para os seis, com banheiro, café da manhã e internet pelo custo de AR$ 600,00 equivalente a R$156,00 no cambio que fizemos ainda em Foz do iguaçu.

Para nossa surpresa depois de acomodados o tempo abriu novamente após uma breve chuva. Não choveu mais aquela noite e nem mesmo no restante da viagem.

11º DIA (31/12/2015)

HUMAHUACA – TILCARA – 45KM

Saímos de Humauaca depois do café da manha por vota das 8:00h, tomamos o caminho de volta pela Ruta 66 animados à parar em Tilcara.

Tilcara fica a 45 km de Humahuaca em um percurso fácil e agradável de percorrer, chegamos a cidade, estacionamos em uma praça e fomos andar pelo centrinho, nossa intenção ali era visitar as Ruinas de Tilcara de Pulcara, mas infelizmente o lugar encontrava-se fechado para visitas naquele dia. Tirando isso, restou pouco para fazer na cidade, a não ser percorre-la a fotografar o estilo da cidade particular daquela região

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TILCARA – PURMAMARCA – 26KM

Como a cidade se mostrou fácil de percorrer, sendo ainda antes do meio dia e pela proximidade das cidades que queríamos conhecer, decidimos ir seguindo sempre até o próximo local assim que nós dessemos por satisfeito na cidade atual.

Desta forma seguimos até Purmamarca. Para chegar lá, continuamos retornando pela Ruta 66 até encontrar a Ruta 52, a cidade fica a poucos quilômetros do entroncamento das duas Rutas.

Purmamarca é conhecida pelo Cerro De Los Siete Colores, olhando para a cidade e para montanha que se destaca atrás dela, fica fácil saber porque.

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Ja falamos anteriormente, mas vale reforçar, todos estes locais que passamos, você visita sem custo nenhum, não tem entradas nem cancelas, nem taxas de estacionamento, nada! Você chega acha um local para estacionar, e começa a explorar o lugar. Aqui em Humahuaca, pagamos uma taxinha de 5 pesos, para subir neste local de onde tiramos a foto acima (e abaixo!) foi uma especie de pedágio para poder subir até o local.

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Além destes “mirantes” de observação, você pode sair andando pelas montanhas, dá para explorar bastante andando por tudo mesmo, nos fizemos uma trilha até certo ponto e voltamos, mas tinham pessoas indo muito além e muito mais alto, e não eram poucos!

Tem também o centrinho da cidade, novamente uma pracinha, uma igrejinha e diversas lojinhas e barraquinhas de artesanatos, aqui sem dúvida, é o melhor lugar para comprar artesanatos e lembrancinhas da região, é mais em conta e tem muita variedade. Esse foi mais um local que gostamos muito de conhecer e será parada obrigatória quando passarmos novamente por aqui rumo ao Atacama.

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PURMAMARCA – SALINAS GRANDES – 65 KM

Tendo visitado tudo que a cidade poderia nos oferecer por ora, tocamos adiante com a intenção de chegar as Salinas Grandes, ponto que fixamos como máximo nessa nossa viagem pelo tempo disponível e planejamento que fizemos.

Para chegar as Salinas, passamos pelo local conhecido como Cuesta de Lipán, um dos caminhos mais impressionantes que já percorremos até então, chegamos a uma altitude de 4.170 metros sobre o nível do mar, em um trajeto de tirar o folego pela paisagem que encontramos no caminho.

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Bem aí aos pés deste marco, que mostra a altitude do local, tem uma senhora com vestes tradicionais que fica vendendo artesanato, dá pra acreditar? pois é ela fica lá, e cada um que para para registrar a passagem, acaba conversando com ela e talvez acabe comprando alguma lembrança, foi o que fizemos!

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Encontramos também Guanacos lá em cima…

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Esta Ruta se seguida até o final, leva diretamente a divisa com  Chile pelo Paso de Jama e consequentemente ao Atacama, no nosso caso fomos até encontrar as Salinas Grandes. Chegamos ao ponto mais alto da ruta no trecho que percorremos e começamos a descer novamente até avistar de longe uma imensidão branca que anunciava o deserto de sal.

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A ruta corta a Salina ao meio, no ponto onde isso acontece, não existe pavimentação asfáltica, mas o trecho está em boas condições.

Mais uma vez chegamos, estacionamos o carro e estávamos livres para visitar as salinas como quiséssemos, fizemos isso, mas percebemos que tínhamos passado por um local onde havia uma casinha e lá haviam umas pessoas. Paramos para verificar, e eram moradores locais que fazem parte de um projeto do governo de Jujuy para inserção dos moradores locais no turismo, eles ficam ali como guias e por uma taxa, essas pessoas embarcam no seu carro, e te levam com segurança salinas a dentro!

Topamos a oferta, mas tinha um problema, nosso carro era para sete pessoas, e apesar de estarmos em seis, não cabia uma sétima pessoa a bordo, pela bagagem que levávamos. Neste caso nossa guia puxou um outro colega que estava de carro, e foi com ele em seu veículo, nos os seguimos com o nosso, foi uma experiencia muito legal, pagamos AR$200,00 pelo passeio guiado, que lhe dá garantia de não afundar com o veículo caso acabe passando em lugares instáveis, lhe fornecem explicações sobre o local e também de como são feitas as extrações e as utilizações do sal ali obtido, de quebra você ainda ajuda os moradores locais seus projetos. Custou-nos R$ 42,00 a experiencia, e valeu cada centavo. Mas é bom deixar claro, que não é obrigatório pagar nada, se você quiser se arriscar com seu carro andando nas salinas, pode ficar a vontade, embora não aconselhamo. Depois que chegamos mais para o meio da imensidão de sal, encontramos os locais chamados de Ojos del Salar, que são locais onde afloram água permanentemente e formam uma especie de piscinas, próximo a estes locais a superfície é bem frágil e você deve saber onde está transitando e pisando.

É diferente da parte de extração, onde são feitas cavas planejadas como as da foto abaixo

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Já próximo aos locais da próxima foto, você esta correndo risco, se não souber onde pisar.

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Conhecemos as Salinas, e retomamos o caminho de volta, fazendo novamente a Cuesta de Lipán. Impressionante como este dia foi tão intenso e tão recompensador, percorremos pouca distância e visitamos pelo menos três locais turísticos, mas também nos demos conta que todo o nosso deslocamento ali naquela região já era por si só uma atração turística, se não tivéssemos parado em local nenhum, só o caminho percorrido pelas Rutas 66 e 52 já justificaria o passeio.

SALINAS GRANDES – GENERAL GUEMES 195KM

Fomos seguindo viagem, percorremos 195km e resolvemos parar em véspera de ano novo, na cidade de General Guemes. A cidade fica a poucos quilômetros de Salta,  já era por volta das 19:00h, quando avistamos um hotel próximo a Ruta 9 e ficamos ali mesmo, nos acomodamos em dois quartos a um custo de AR$400,00 cada um, totalizando R$208,00.

Saímos para comprar algo para a janta, abastecemos o carro, e descansamos para sair no outro dia pela manhã tomando novamente o caminho rumo ao Chaco argentino.

 12º DIA (01/01/2015) – GENERAL GUEMES – URUGUAIANA/RS – 1170KM

Deixamos a cidade depois do café da manhã, servido as 7:00h, partimos pela Ruta 9 até encontrar a Ruta 16 e permanecemos nela até chegar a Ruta 12 em Corrientes, tocamos normalmente parando sempre que necessário. Em Corrientes tomamos a Ruta 12 na direção sul (ao contrário de quem vai a Foz do Iguaçu) até encontrar a Ruta 123 que leva a fronteira com o Brasil em Uruguaiana no Rio Grande do Sul.

Às margens da Ruta 123 encontramos diversos pontos alagados, algumas edificações com água pela metade, tinham locais onde as águas estavam quase atingindo a rodovia, ficamos um pouco preocupados com com que encontraríamos pela frente, mas fomos avançando em direção a fronteira.

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Imagem comum que nos acompanhou praticamente em toda a Ruta 123, até a divida com o Brasil;

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E para finalizar nossa aventura em terras argentinas, tivemos este por do sol já muito próximo a fronteira.

Chegamos na Aduana de Paso de Los Libres, era quase 21:00, fizemos os tramites de saída da Argentina, que demorou um pouco. Saímos de lá perto das 22:00h, paramos para uma janta, dormimos e no outro dia pela madrugada já no 13º DIA rodamos os últimos 1100km chegando na cidade de ANTONIO CARLOS, mais uma vez realizados por tersod percorrido praticamente todos os pontos que desejávamos antes da partida, sem nenhum contratempo, com bastante intensidade e satisfação.

Custos e números desta viagem serão publicados, conforme fizemos em nossa viagem anterior! Você pode visualizar o roteiro desta viagem traçado no mapa clicando aqui!

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